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Prémio Laranja Amarga para o 25 de Abril descafeinado do Governo que não quer ser escrutinado

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27.04.2026

As celebrações do 25 de Abril têm vindo a assumir uma crescente participação popular, até como resposta à arruaça extremista que desvaloriza a mais valia de cinco décadas de liberdade, de desenvolvimento social e de reconhecimento internacional de Portugal.

O regresso, ao fim de 20 anos, com Seguro, do cravo vermelho à lapela presidencial no dia 25 de Abril, vai muito para lá da dimensão simbólica, após uma década de Marcelo de tímida exibição de um cravo na mão sem ousar colocá-lo ao peito ou erguê-lo com orgulho.

Tal como a segunda volta das eleições presidenciais fora uma ruidosa rejeição da política do insulto e da divisão dos portugueses, o discurso presidencial foi agregador, atento à defesa da integridade ética da democracia e visou especialmente o papel dos jovens na defesa dos valores essenciais de Abril.

Resulta neste contexto como especialmente dramático o espírito acossado e de mera sobrevivência sem horizonte da minoria governamental do PSD, representada nas cerimónias oficiais do dia da liberdade pelo lamentável discurso de Aguiar Branco e pela ação deliberada de Montenegro e de Moedas de inventar uma mitologia “descafeinada” da revolução de Abril.

A mensagem da área do Governo neste período de celebração de Abril teve duas linhas orientadoras, qual delas a mais lamentável. Um discurso de ridicularização e esboroamento dos mecanismos de controlo da legalidade democrática e da integridade dos responsáveis políticos e uma reiterada prática de descaracterização da mensagem e da carga simbólica do........

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