Prémio Laranja Amarga para a farsa negocial da Reforma Laboral
O início da semana política foi marcado pela posse do novo Presidente da República e pela primeira onda de efeitos na vida dos portugueses da guerra lançada por Israel e Estados Unidos contra o Irão.
António José Seguro tem o desafio de ser mais institucional na forma do que o seu antecessor e mais efetivo na substância e consistência do exercício dos poderes presidenciais.
Os primeiros sinais devem ser lidos com toda a atenção por todos, mas sobretudo pelo Governo.
No discurso da tomada de posse, tivemos uma clara defesa do primado do Direito Internacional, do multilateralismo nas relações internacionais e da vocação europeia de Portugal, o que noutros tempos poderiam parecer declarações de circunstância, mas que desde a intervenção unilateral do nosso aliado atlântico no Irão faz toda a diferença relativamente ao abstruso silêncio sobre a matéria do normalmente prolixo Marcelo Rebelo de Sousa e a incapacidade do Governo em se pronunciar sobre a legalidade da intervenção americana e a novela de Paulo Rangel acerca da cedência “condicionada” das Lages para trânsito de caças de combate e de aviões reabastecedores.
Igualmente, a declaração de Seguro de opção pela estabilidade dos mandatos constitucionais afasta-se do ativismo dissolvente do segundo mandato do antecessor, mas retira igualmente ao Governo minoritário a legitimidade para a chantagem em torno da aprovação do Orçamento do Estado ou de um pretenso dever de aprovação de leis pelas........
