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Prémio Laranja Amarga para a bazuca encravada de um governo inseguro

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03.09.2026

Tal como o retomar do ano letivo das crianças traquinas depois das longas férias de verão é marcado pela tentativa de chamar a atenção dos crescidos, não vão ter-se esquecido das suas gracinhas do ano anterior, a reabertura do ano parlamentar é marcada pela repetição dos truques que, no passado, granjearam muitos votos e imensas audiências televisivas.

O frenesim do deputado Ventura, entre ameaças de Comissões Parlamentares de Inquérito a tudo o que mexe, desde o atrelado da PJ encostado em Barcelos até ao processo Influencer, desaparecido em combate desde o golpe político-judicial de novembro de 2023, e as ameaças de moções de censura de insucesso garantido, é um esforço de condicionamento da agenda por parte de quem arrisca sucumbir politicamente se lhe faltar o fôlego da permanente turbulência.

O grande culpado disto é Luís Montenegro, ao equiparar na relevância e potencial parceria o partido fundador da democracia e a agremiação de arruaceiros polarizadores de descontentamento que desprezam as cinco décadas de um Portugal moderno e aberto ao mundo.

Não só a teoria da equidistância do Governo relativamente ao PS e ao Chega, que pretende até por vezes dizer que são semelhantes, torna-o refém da agenda mediática da extrema-direita, como também desvaloriza a profunda diferença entre quem pretende ser alternativa democrática de Governo e quem tem por objetivo acabar com o PSD como força liderante da direita, como Meloni fez à democracia-cristã italiana, Le Pen à direita gaulista francesa ou Trump ao antigo Partido Republicano de Lincoln.

Ter no ativo um ministro como Luís Neves, que diz ter por........

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