A autonomia incomoda muito mais do que parece
Pessoas responsáveis pensam, questionam e decidem, e as organizações nem sempre estão preparadas ou interessadas nisso.
A autonomia só começa verdadeiramente quando passa a ter consequências, e a principal consequência é que as pessoas autónomas pensam, questionam e decidem. Por vezes cometem erros, outras vezes discordam e incomodam, e pior, obrigam outros a aceitar que alguém pensa, faz algo diferente e melhor.
Por tudo isto, a autonomia dá trabalho, muito trabalho, e também por isso traz tanto valor. A autonomia não deve ser vista como um benefício, não é igual a fruta no escritório. Autonomia é uma forma de respeito. Começa na gestão e é a organização a dizer que acredita que a pessoa é capaz de pensar, decidir, aprender e responder por si só.
A autonomia também não é ausência de regras – ninguém quer um cirurgião ou militar a inventar as suas próprias regras à medida que vai descobrindo novos problemas. Temos de aceitar que existem regras que ultrapassam a nossa liberdade individual pelo impacto que podem ter nos outros. No entanto, cumprir regras sem pensar também não é maturidade. É obediência funcional, útil em alguns contextos, mas insuficiente quando se pede inovação e proatividade.
Numa outra vida, e para poder saltar sozinho de um avião, aprendi muitas regras,........
