Opinião | O treinador como elo mais fraco
1 – No futebol, o imediato, leia-se resultados, é tudo. E os treinadores são o elo mais fraco quando é preciso encontrar culpados – sai mais barato despedir um técnico do que mudar um plantel. Os dirigentes dos clubes são, por natureza, tão ou mais impacientes que os adeptos e dão uso ao chicote tanto para mexer com a equipa como para sacudirem a água do capote.
Decorridas nove jornadas, cinco das 18 equipas da I Liga despediram o treinador que iniciou a temporada, e o Nacional já fez duas chicotadas psicológicas! Braga, Famalicão, Estoril e Rio Ave foram os outros clubes a sentenciar os seus técnicos, sendo que este último foi buscar Vasco Seabra ao Arouca, forçando os arouquenses a encontrarem um novo timoneiro.
Mais chocante, todavia, foi o despedimento de Luís Tralhão no Torreense. Terça-feira, um dia depois de ter regressado aos triunfos na II Liga, o técnico foi demitido, aparentemente por resultados abaixo das expectativas: está a sete pontos da zona de promoção, o grande objetivo do clube que, na época passada, falhou a subida no play-off. Tralhão, recorde-se, levou o Torreense à conquista da Taça de Portugal, frente ao Sporting, em maio e qualificou o clube para a Liga Europa. Feitos únicos e históricos que, aparentemente, não lhe garantiram mais do que três meses de crédito.
2 – Rui Borges está no fio da navalha no Sporting. A derrota caseira com o Académico de Viseu, depois do desaire com o LASK Linz na Liga dos Campeões, deixou o técnico mirandelense com as orelhas a arder de tanto assobio em Alvalade. Nove pontos de atraso para o líder FC Porto colocam o objetivo de recuperar o título como uma meta quase inalcançável e isso é problemático para o treinador e Direção liderada por Frederico Varandas.
A vitória sobre o Marítimo e a qualificação........
