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Quantos nomes de chineses vivos sabemos de cor?

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Na primeira metade dos anos 70, França era considerada o país mais sinófilo da Europa. Entusiasmados com a Grande Revolução Cultural Proletária em curso, Jean-Paul Sartre, Michel Foucault, Roland Barthes, Philippe Sollers e outros influentes intelectuais alinhavam com os grupos maoistas no combate à “sociedade burguesa” e ao “revisionismo soviético”. Há duas semanas, na cadeia de televisão TF1, o apresentador de um programa de atualidade política de grande audiência pediu aos comentadores da emissão que indicassem o nome de três chineses vivos. Dois responderam apenas o do atual Presidente, Xi Jinping, e o terceiro, ao fim de alguns segundos, acrescentou Ai Weiwei, artista plástico dissidente residente em Portugal. Nenhum conseguiu indicar três nomes. Se a pergunta abarcasse toda a história da China, as respostas incluiriam talvez Confúcio, Sun Tzu (autor de A Arte da Guerra), Mao Tsé-Tung, o fundador da República Popular, em 1949, e Deng Xiaoping, o “arquiteto-chefe” da política de “Reforma Económica e Abertura ao Exterior”, adotada no final da década de 70, mas a lista........

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