2049, ano do centenário e da paridade militar com os EUA. Opinião de António Caeiro
O “processo de modernização” das Forças Armadas deverá estar concluído em 2035, e em 2049 – o ano do primeiro centenário da República Popular – a China estará “a par” dos EUA, indicou o analista militar Zhou Bo numa entrevista publicada este mês em Hong Kong. É um calendário mais dilatado do que os apertados ciclos eleitorais de Washington e uma ambição mais contida. O objetivo assumido pela liderança chinesa é ficar “a par” dos EUA e não à sua frente ou ser “os melhores”, como os Presidentes norte-americanos gostam de proclamar acerca dos seus militares.
As duas superpotências da atualidade estão destinadas à guerra? Em 2010, quando a China se tornou a segunda maior economia do planeta, outro conhecido analista militar, o coronel Liu Mingfu, escreveu que “a competição sino-americana não será outra Guerra Fria”. A explicação era simples: “A China não é um promotor de uma revolução global, como a antiga União Soviética, nem um exportador de democracia ao estilo americano.” Segundo o historiador Wang Gungwu, da Universidade Nacional de Singapura, “os........
