Um erro que pode vir a servir a escola pública. Opinião de uma professora
Numa altura em que se exige tanto dos professores, no culminar de mais um ano letivo com provas de monitorização das aprendizagens, exames nacionais e de acesso ao Ensino Superior e elevada burocracia, eis que o ministério que tutela estas pessoas e estes atos vem dar um péssimo exemplo daquilo que se pretende de todos: rigor, antes de mais.
Rigor foi o que faltou a este ministério na realização do exame de Português de 12º ano, em que se verificou que a proposta de escrita era uma cópia de uma outra apresentada num livro de preparação para o exame utilizado por muitos alunos como ferramenta de estudo (que coloca à cabeça outra questão: nem todos os agregados familiares podem comprar estas ferramentas). O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) começou por justificar este facto com o argumento de que a elaboração do item de exame fora anterior à publicação do manual; veio depois retratar-se do anteriormente afirmado, por os factos comprovarem o contrário do que primeiramente afirmara. A verdade é que, se foi o ovo ou a galinha o primeiro, nada disso importa: o que aconteceu........
