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Um gângster como Vorcaro estar na agenda de Moraes já é escandaloso

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09.03.2026

Um gângster como Vorcaro estar na agenda de Moraes já é escandaloso

O banqueiro Daniel Vorcaro colocou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), numa sinuca de bico. Há fortes suspeitas de que ele tenha trocado mensagens com o ministro, via celular. Isso ocorreu entre as 7h19 e as 20h48 de 17 de novembro de 2025, dia de sua prisão, consumada às 22h.

Antes, Vorcaro já havia deixado suas digitais corruptoras na toga do ministro Dias Toffoli.

A troca de mensagens é negada por Moraes. Em nota publicada na sexta-feira (6), Moraes não nega o número de seu celular. Nega apenas que as mensagens fossem para ele. Frisou desconhecer o teor das mensagens.

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O certo é que as mensagens foram enviadas ao número telefônico de Moraes, com recebimento e respostas. Se ele leu e respondeu, a perícia irá desvendar.

Atenção: um gângster perigoso como Vorcaro ter o celular e o WhatsApp de Moraes, estar na agenda do magistrado e ter a esposa do ministro como advogada já é escandaloso. Algo socialmente inaceitável. Viola o dever de conduta irrepreensível exigido pela Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional).

Moraes, encapsulado, ficou apenas com duas saídas por estreitas portas de emergência:

pedido de exoneração do cargo e das funções de supremo ministro ou

agarrar-se ao corporativismo existente no STF, embora isso, para a opinião pública, possa ser sentido como conivência criminosa por parte dos ministros da corte.

Em janeiro de 2024, Vorcaro havia celebrado com o Instituto Lex, representado pela esposa de Moraes, a até então desconhecida e apagada advogada Viviane Barci, um contrato de prestação de serviços do tipo "faz-tudo", com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.

Vorcaro, tá na cara, não buscava um instituto de lei (lex). Buscava suprema proteção contra a lei. Um crachá virtual de intocável, com a fotografia do ministro Moraes.

O Instituto Lex pertence, depois da saída obrigatória de Moraes para assumir uma cadeira no STF, à sua esposa Barci e aos filhos do casal.

Pelo jeito, grana nunca foi problema para o Instituto Lex, que, além do contrato de R$ 3,6 milhões mensais do banco de Vorcaro,........

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