O que o buraco da camada de ozônio pode ensinar sobre o plástico
O que o buraco da camada de ozônio pode ensinar sobre o plástico
Eu me lembro do medo. Não aquele medo de manchete, de estatística fria, de relatório técnico que a gente lê e esquece. Era um medo que grudava no estômago, que a gente carregava junto com o protetor solar e o boné, porto após porto.
Em 1984 saímos para a nossa primeira grande aventura, algo que nenhuma outra família brasileira havia feito antes: uma volta ao mundo a bordo de um veleiro. E foi assim, navegando de marina em marina, que fomos escutando os rumores.
Chegava um novo porto, e lá estava o assunto de novo: a camada de ozônio tinha um buraco. Um buraco. Lá em cima. Bem em cima da nossa cabeça. Para quem vive num barco, exposta ao sol o dia inteiro, sem parede, sem teto, sem sombra de prédio, aquilo não era papo de jornal. Era terror puro e sentido na pele.
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Naquele tempo não existia essa facilidade toda de hoje, protetor solar de toda hora, roupa com FPS pronta para vestir. A gente se virava como dava. Molhava a camiseta para criar uma camada a mais contra o sol. Boné enterrado na cabeça. Protetor no........
