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Agora é a vez dos homens

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16.12.2025

Diretora do Instituto Gerar de Psicanálise, autora de “Manifesto Antimaternalista” e “Felicidade Ordinária”. É doutora em psicologia pela USP

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É senso comum a necessidade de denunciarmos a obscenidade dos discursos redpill e incel. Do cara que não sai com mulher que não "faz a unha" aos que defendem que a "traidora" merece morrer, o chorume é infindável e se baseia na mesma premissa: o mimimi de quem não aceita ser tratado como igual, pois se lambuzou na promessa de que ser homem bastaria.

O problema é que bater na tecla do misógino escancarado tem produzido uma sombra sobre outros comportamentos, mais difíceis de serem reconhecidos pelos próprios homens. Os caras ruins já conhecemos, vomitam suas pragas à direita e à esquerda. Mas a pauta hoje é "onde estão os homens bons"? Queremos saber onde estão aqueles que se dizem não machistas quando os outros exercitam suas microviolências. Não se trata só de fazer grandes discursos na internet diante de........

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