Ocupar, denunciar e transformar: a força de Lise Klaveness
Ocupar, denunciar e transformar: a força de Lise Klaveness
Há quatro anos, às vésperas da Copa do Mundo do Catar, Lise Klaveness, 45, pediu a palavra no congresso anual da Fifa. Numa sala lotada de dirigentes de federações, denunciou a violação de direitos trabalhistas e humanos na construção dos estádios que seriam usados dali a poucos meses. Pediu também mais transparência nas escolhas e processos da entidade máxima do futebol. Diversos organismos internacionais denunciavam as condições de vida e trabalho no país-sede àquela altura. Ela foi uma voz solitária e parece ser até hoje.
"Não pode haver espaço para empregadores que não garantam a liberdade e a segurança dos trabalhadores. Os migrantes feridos e os familiares daqueles que morreram durante os preparativos precisam receber assistência", afirmou.
E foi assim que grande parte do planeta conheceu a recém-eleita presidente da Associação de Futebol da Noruega, a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. Mas Klaveness é uma longa história, de muitos dias antes daquele. Ou daquela outra vez, em que foi a única dirigente a questionar por que a Fifa deu um "prêmio da paz" para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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