Como manter presença online sem alimentar o pior das redes sociais?
Como manter presença online sem alimentar o pior das redes sociais?
Nas redes sociais de hoje não há muito espaço para quem é morno feito eu sou. Para mobilizar atenção e interesse, você precisará gritar mais que a sua vizinhança de reels. O problema é que, da forma como o jogo está organizado, as pessoas precisam falar cada vez mais alto para serem percebidas. No fim das contas, poucas parecem se escutar de verdade. E todo mundo vai dormir cansado.
Foi isso que uma pessoa pública de relevância internacional me disse num almoço, coisa de oito anos atrás. O mundo já era outro, imagine agora.
Na época, ela pensava na possibilidade de se lançar na política institucional e fazia uma análise do que precisaria aprender e desaprender para isso. A certa altura confidenciou o custo emocional que teria com as redes sociais. Estava preocupada, especialmente, em como criar uma presença que não alimentasse a dinâmica reativa que faz a conversa e o conteúdo circularem por lá, em que o ódio parece ser sempre o melhor tempero.
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