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Não é só no Brasil: crise dos correios é global e mata tradição de Natal

18 0
29.12.2025

55º40'N, 12º33'L
Estação Central
Centro, Copenhague, Dinamarca


Este foi o último Natal de uma tradição moribunda na Dinamarca. A partir do ano que vem, quem quiser enviar cartões de Boas Festas vai ter que encontrar outro meio, porque as caixas de correio vermelhas do país, um ícone da paisagem urbana local, foram aposentadas.

A notícia chamou atenção por tudo que elas representam. É o fim de uma era, um sinal dos tempos, uma amostra poderosa da crise cada vez maior que atinge empresas de correios no mundo todo e um soco amargo de nostalgia ferida que mostra que esses serviços não são apenas um setor da economia que vive um mau momento. São parte significativa da cultura de um país.

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Uma tradição de 400 anos chegou ao fim. Mas esse não foi um movimento da noite para o dia.

No primeiro semestre, a PostNord, empresa postal que atende a Dinamarca e a Suécia (é uma estatal compartilhada entre os governos dos dois países), anunciou que encerraria o serviço de entrega de correspondência no fim de 2025. As cerca de 1.500 caixas de correio vermelhas que ainda restavam começaram a desaparecer das ruas.

Algumas irão para museus. Mil foram doadas para serem vendidas em um evento beneficente. Outras, adeus.

O anúncio gerou comoção nacional. Não que elas estivessem sendo muito usadas e que a medida tenha causado problemas à população. Foi justamente a ociosidade delas que decretou sua aposentadoria.

O barulho se deu pelo significado da mudança na paisagem urbana e, especialmente, na memória afetiva. Porque, na prática, quase ninguém mais manda cartas na Dinamarca.

Desde 2000, segundo a estatal, a quantidade de correspondência enviada despencou mais de 90%. Caiu de 1,4 bilhão, no início do século, para 110 milhões no ano passado.

A Dinamarca é um país que praticamente aboliu o papel em suas funções burocráticas. Em 2023, segundo um índice de digitalização governamental da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), só a Coreia do Sul ficava na frente. Há mais de uma década, toda a correspondência do governo é online.

Além das óbvias comodidades oferecidas pelo........

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