Colômbia se aproxima de eleições presidenciais com campo centrista forte
Historiadora e jornalista especializada em América Latina, foi correspondente da Folha em Londres e em Buenos Aires, onde vive
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A Colômbia talvez seja um dos poucos países da região que ainda mantém algo raro: um centro político real e intelectualmente estruturado. Nomes como Sergio Fajardo —ex-prefeito de Medellín que, com obras urbanísticas, tirou a cidade do ranking das mais violentas do mundo—, Claudia López —ex-prefeita de Bogotá, gay e feminista— e Juan Manuel Galán —filho de um ex-candidato que Pablo Escobar mandou assassinar— são apenas alguns exemplos.
Não há país grande na região que apresente um campo centrista tão sólido. A pergunta é se, até março, quando as candidaturas se definem, ele resistirá em um só nome ou se será fagocitado por um dos polos políticos. A eleição geral acontece em maio.
A eleição de Gustavo Petro quebrou a hegemonia bipartidista entre liberais e conservadores. Trata-se do primeiro presidente de esquerda num país que historicamente associou esse campo político às guerrilhas e ao medo.
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