Há padrão no abuso de preços de medicamentos, diz ex-Cade
Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão
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O ex-conselheiro do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) Luiz Hoffmann, ao lado do advogado Pedro Victhor Lacerda, lançou no mês passado o livro "Condutas Anticompetitivas no Setor Farmacêutico", fruto de uma pesquisa que mapeou 129 casos analisados por órgãos de defesa da concorrência de mais de 20 países.
Segundo Hoffmann, é possível dizer que há um padrão no "reiterado abuso" pelos grandes laboratórios globais de uma posição dominante de mercado. O livro cita condutas anticoncorrenciais que geraram hiper-aumento de preços, como cartéis, pagamento a concorrentes para o atraso na chegada de genéricos ao mercado e barreiras artificiais para manutenção do monopólio.
Em alguns casos, condutas desse tipo resultaram em medicamentos com preços até 1.400% mais caros do que poderiam ser vendidos.
Consultado, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) disse que falar em conduta padrão dos laboratórios é uma narrativa simplista. "O desenvolvimento de um novo medicamento envolve, em média, mais de uma década de pesquisa, altas taxas de insucesso e investimentos bilionários. Sem a proteção patentária, esses investimentos simplesmente não ocorreriam", diz a entidade.
O que motivou o levantamento?
Não tinha nenhum trabalho que consolidasse decisões sobre a indústria farmacêutica........
