UTS: o futuro do tênis ou só uma opção engraçadinha?
UTS: o futuro do tênis ou só uma opção engraçadinha?
Um torneio de tênis em que os fãs podem gritar a qualquer momento, inclusive durante os pontos; a contagem é diferente; há cartas de bônus; e até a quadra é diferente. Falo do Ultimate Tennis Showdown (UTS), que tem uma etapa no Rio de Janeiro esta semana com João Fonseca, Nick Kyrgios e outros nomes interessantes. Levanta-se, então, um debate: seria o UTS uma tendência? Um evento que aponta caminhos para o tênis profissional? Ou apenas um torneio descontraído que vai animar uns fins de semana aqui e ali?
O UTS é criação do técnico francês Patrick Mouratoglou. Ele acredita que o tênis precisa mudar para chegar a um público mais jovem. Para defender sua tese, já citou que o espectador médio do tênis tem 61 anos. Antes de ir adiante, uma explicação: esse levantamento, que também é citado por Novak Djokovic até hoje, diz respeito ao público que acompanha tênis pela TV nos Estados Unidos - ou seja, um levantamento um tanto restrito, que desconsidera o alcance do streaming e, claro, o resto do mundo.
O circuito de Mouratoglou nasceu em 2020 e nunca teve mais do que quatro etapas por ano. Jamais foi, digamos, catapultado. Como eventos, são divertidos, desde que o espectador "compre" a ideia de um espetáculo. Curtir o UTS é entender que os jogadores entrarão em quadra numa vibe mais descontraída, sem o nível de exigência ou concentração de Roland Garros ou Wimbledon. É mais entretenimento do que competição........
