Santos Dumont: a responsabilidade e os sonhos junto a Guto Miguel
Santos Dumont: a responsabilidade e os sonhos junto a Guto Miguel
Santos Dumont tem um currículo raro no tênis brasileiro. São 48 anos na estrada, seja como atleta, treinador ou dono de academia. E mais: hoje não dá para falar neste mineiro de 57 anos, radicado em Brasília há 37, sem mencionar dois aspectos importantes: ele tem o respeito da maior parte da comunidade do tênis no país - algo nada comum num meio com "panelas" e rivalidades aqui e ali - e ajudou a formar um dos maiores talentos surgidos por aqui nos últimos anos: Guto Miguel, juvenil número 3 do mundo aos 17 anos.
Guto já disputou uma semifinal de US Open e recentemente alcançou as quartas no Australian Open. Também venceu os tradicionais torneios J300 de Traralgon, na Austrália, e Charleroi-Marcinelle, na Bélgica. Conquistou também o forte J500 de Mérida, no México. O adolescente goiano, atleta ambicioso e de personalidade forte, caminha lado a lado com Dumont, que tem a responsabilidade de direcionar os passos de Guto em uma fase tão importante. Juntos, os dois também compartilham sonhos. A ascensão do atleta é a realização de longa data do treinador. Ambos querem mais. E querem muito.
Foi sobre isso - e um pouco mais - que Dumont e eu conversamos durante a semana do Rio Open, no Jockey Club Brasileiro. O treinador falou muito sobre o pupilo, mas também abriu o coração para falar de suas pretensões, do reconhecimento que faz por merecer há tempos e como pretende ir longe ao lado de Guto. Uma palavra aparece com frequência na conversa: trabalho. As linhas abaixo deixam tudo bem claro. Leiam!
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Quando o Guto chegou para você, ele tinha quantos anos? Lembra da primeira impressão que você teve?
Ele chegou com 13 para 14 anos, o Kike [Grangeiro] conversou com o pai dele, trocaram uma ideia no torneio de Goiânia, e aí ele queria conversar comigo, conversar sobre a possibilidade. A gente conversou em novembro ou outubro, mas eu já conhecia ele desde 8-9 anos porque a gente sempre está sempre no circuito juvenil, e dentro do circuito juvenil a gente conhece. Ele é aquele gordinho - que a gente fala, né? - explosivo, jogava um absurdo, sempre batendo muito forte na bola. Eu gosto muito de de quem bate na bola. Eu sou aquele cara que gosta de um tênis agressivo porque eu acho que é o que acontece, né? Todos os meninos que jogam dessa forma me chamam atenção. Porém, nunca mais a gente se viu, e quando o pai dele procurou, a gente começou um trabalho com ele ali, e já tem três anos e alguns meses.
Isso foi quando ele mudou para Brasília?
Ele veio pra Brasília, ficou seis meses morando sozinho. Morava na casa de um pai de atleta nosso, que ajudou muito, e depois que deu certo, os pais mudaram para Brasília, a família inteira, e estão lá até hoje.
Quando você pega uma um atleta jovem, quase criança, você tem ideia do quanto o garoto pode vir a ser ou como é essa primeira observação, esse seu primeiro olhar de técnico?
A gente sente quando o garoto tem esse potencial, mas você tem que ter um conjunto de coisas aí, por trás, que leve. Eu tive muito atleta bom, mas sempre tem uma variável que não ajuda em algum aspecto, né? Acho que com a maturidade que eu tenho hoje, não vou dizer que errei, mas eu deixei de fazer certo algumas vezes, com alguns outros atletas. Entendimento com coisa de família, entendimento dele, do menino. Porque tem que entender que não é só bater. Acho que essa maturidade foi fazendo que a coisa com o Guto fosse dando certo. Acho que a grande receita foi essa aí.
Entendi. O que você mais gosta no Guto? Pode ser tênis, pode ser personalidade...
Primeiro, o Guto é um moleque fera. Ele é um moleque diferenciado, é gente boa, e essa é a primeira coisa, né? Ele cativa. Agora, ele é um baita jogador. Tem coisas que ele faz que é muito surreal. E isso dele... Ele sai de uma situação de jogo, entra numa situação de jogo muitas vezes que você não acredita. Eu nunca tinha visto algumas pessoas fazendo isso, certo? E isso, pra mim, é um divisor de águas. Para um cara chegar aonde quer chegar, obviamente ele tem muitas coisas aí para evoluir, mas eu gosto mesmo é desse espírito competitivo, aguerrido. Quando ele entra nesse modo, ele é gigantesco.
Esse fator especial que você tá citando... Quando é que você percebeu?
Com o passar do tempo. Atitudes que ele tinha... Vou te dar um exemplo. Ele jogou na Europa. Ele nunca tinha ido pra Europa. Ele foi pra Europa, ganhou três torneios seguidos. Ele não perdeu. Aquela vontade de ganhar, ele arruma um jeito de achar a tática correta e segue brigando e sendo da maneira que ele joga, ofensivo. Isso aí, cara... Ontem, por exemplo, nesse jogo ele teve momentos que foi extremamente regular pegando firme na bola, que é o forte dele. E não erra! Quando ele entra em cima, ele bate pesado, não erra. E ele sabe: ele vem pra cruzada, ele muda pra paralela, ele dá um ângulo, ele dá pra cima... Isso aí é uma coisa que você começa a perceber. Poucos sabem fazer isso numa idade tão jovem igual a ele. É legal isso, por isso que eu acredito muito que ele possa vir a ser um um jogador de expressão.
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Qual é a parte mais gostosa de trabalhar com ele?
Cara, a parte mais gostosa é que ele compra muito a briga do que você quer. É duro entrar na cabeça dele, mas quando ele entra, cara, é uma coisa assim... diferente! Ele consegue executar o que a gente pede de uma forma muito simples, e isso acho que é uma forma mais prazerosa. Muitas vezes, eu não preciso falar muita coisa pra ele. Um simples gesto, ele já executa e não tem estresse. Mas ele precisa estar nesse mode, então é esse é o melhor momento com ele. É aí que eu falo pra ele direto: a gente tem que chegar nesse mode. Você tem que chegar nessa pegada porque não vai gerar estresse, o relacionamento vai ser muito mais duradouro, vai ser muito menos problemático, e você vai colher muito mais frutos. Na hora que ele entra nisso, é muito é gratificante dar treino para ele. Porque daí ele te pergunta, ele quer treinar mais, ele quer fazer mais, entendeu?
E qual é a parte - não vou dizer ruim - mas qual é a parte que dá mais trabalho? Onde você precisa exigir mais dele ou em que aspecto você precisa ter a rédea mais curta?
Cara, assim... Eu acho que como ele é muito bonzinho, tem muitos amigos, então ele dispersa muito. Isso atrapalha.
Fora da quadra. Não é balada. Ele não é de balada, ele não tem nada disso. É amigos. Aí ele começa a falar de uns assuntos que seria bom, mas ele leva muito para um lado e, para ele voltar, é difícil. Até você trazer ele de volta... Aí, depois que volta, acabou. Eu acho que ele é o maior barato, o círculo de amizades dele é muito legal, mas ele sai muito disso aí. Mas assim... é muito legal o grupo de amigos dele. É fera. Mas muitas vezes ele mistura porque é jovem, né? Tem que entender. E a outra é alimentação, que ele ainda está pecando, mas melhorou. Ainda tem que melhorar, mas quem vai dizer isso é o tempo. Ele vai sentir a necessidade. Mas é isso, entendeu? No restante...
Mas sobre a alimentação, isso é gostar de comer batata frita, sorvete?
É alimentação... Vamos dizer, de paladar infantil. Até aqui. Mas assim: agora, ele entrando no profissional, acho que ele vai ter que entender que só suplementação não adianta. Tem diversas coisas que vão melhorar. Mas ele já melhorou muito, tá? E devagarzinho acho que ele vai vai chegar nesse entendimento.
Quando a gente conversou em outubro, lá no Sauípe, ele contou sobre a história da lesão no abdômen durante o US Open e disse que foi empurrando, empurrando e no fim aprendeu que devia ter ouvido o fisioterapeuta. Guto é esse perfil do tipo que às vezes precisar passar por alguma etapa assim pras coisas entrarem na cabeça dele de vez?
De vez em quando, é. Esse problema aí das lesões no abdômen foi muito pré e pós jogo. Ele não valorizava! Foi um desgaste que eu tive muito grande com ele porque na verdade eu que viajo com ele. Eu viajei o ano passado 90% do tempo com ele. E ele não comprava a ideia, entendeu? Ele achava que só fazer aquele aquecimento dava. E eu acho que isso aí também ajudou pra isso, entendeu? Agora, hoje, eu te falo que ele aprendeu! Vou te dar um exemplo. No México, nós acabamos uma final 11:30 da noite. Que que normalmente ele faria? "Vamos embora pro hotel, vamos comer, vamos dormir." Não. Nós fomos pra academia, entendeu? Então assim... Virou a chave. Ele sabe da importância. Tanto é que ontem nós saímos daqui 2:30 da manhã fazendo - porque é normal! Então ele comprou essa essa coisa porque tá entendendo. Vai acrescentando, vai tendo esse entendimento.
É óbvio que a gente está falando de um atleta de 16 anos, que tem tudo a melhorar. Mas se você tivesse que estabelecer uma prioridade hoje, seria tático, técnico, mental, físico ou o quê?
Eu acho que é um conjunto, um equilíbrio. Eu quero que ele trabalhe muito o físico agora porque nós tivemos - ele mudou de preparador físico uns seis meses atrás, e a gente não teve um período pra fazer uma base. Porque foi sempre torneio, viagem... Acho que ele é muito forte, ele é muito explosivo. Se ele estiver bem melhor - ele tá bem fisicamente! - mas se ele tiver melhor, acho que ele vai ficar muito mais forte aqui (aponta para a cabeça). vai aguentar muito mais, e acredito que é nessa parte aí. A alimentação! Porque taticamente a gente trabalha, ele entende, ele lê bem o jogo. Acho que tudo isso é um conjunto de coisas que ele vai melhorando, e eu quero que ele melhore. Mas hoje, se você me perguntar, eu queria o físico. Mesmo porque pra ele aguentar porque ele já vai estar jogando agora com homens, com adultos, então tem que aguentar.
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O Guto já ouviu, já perguntei isso pra ele, mas tem essa questão de ele ser visto como o "próximo Fonseca". É algo que vocês conversam no dia a dia ou de vez em quando? Sobre essa pressão, a expectativa... É algo que te preocupa?
Não. Não. A gente não pensa. A gente torce pro João. Nós pensamos na nossa carreira. Tanto é que eu converso muito com Gui [Guilherme Teixeira, técnico de João Fonseca], troco muita ideia com o Gui. O Gui me ajuda em algumas coisas. Não tem isso. Admiro o João demais. Sempre admirei. Dois anos atrás, a gente tava aqui torcendo pra caramba [quando Fonseca alcançou as quartas de final do Rio Open, em 2024]. Ontem eu não torci porque era o Thiago [Monteiro, adversário de Fonseca na primeira rodada do torneio deste ano]. Não torci pra ninguém. Mas assim... Eu acho que a gente está cuidando do Guto, a gente vai cuidar da carreira do Guto. É a mesma coisa de falar que o João vai ser o novo Guga. Não, o João vai ser o João. Eu penso dessa forma.
Quando o Guto falou com a gente na zona mista, ele estava tava comentando o Australian Open e soltou assim no fim uma frase do tipo "se pensar menos, se eu me preocupar menos, as coisas acontecem". Isso me passa a impressão de que ele coloca sobre ele mesmo uma expectativa alta. Eu acho até bom porque é ousado, e eu gosto. Gosto de tenistas ousados. Mas é algo que atrapalha de leve em algum momento?
Atrapalha! Você já perguntou, né, quais as coisas que eu queria que ele melhorasse. Uma delas é essa porque ele acha que é obrigado a estar num lugar que... Ele tem que estar trabalhando pra estar lá e ele coloca uma pressão. E isso tira ele de jogar e desenvolver o melhor tênis. Ele teve o exemplo na Austrália. Ele chegou, ele ganhou o primeiro torneio lá [o tradicional J300 de Traralgon], por passou por cima de todo mundo. Passou por todas as dificuldades possíveis. Sol, chuva, frio, quente, sabe? E aí foi jogar o Australian Open e começou a botar minhoca na cabeça, começou a pensar demais. Aí, quando ele pensa, não vai! Ontem, no início do jogo [Guto perdeu o primeiro set para o lituano Vilius Gaubas e acabou derrotado em três sets], ele estava pensando. Ele não tem que pensar, ele tem que executar. Mas é fácil falar por aqui, né?
Mas se ele entra nesse modo que ele está. Ontem, muitas vezes no jogo, ele queria, todo mundo ali, querendo. Eu só fazia assim [mostrando a cabeça] pra ele. Porque ele sabe que assim ele funciona. Porque se ele sair desse modo, ele começa a pensar. E você viu que em diversos momentos no jogo, ele pensou. Ele, normalmente, só bate. Só faz a coisa acontecer. É isso.
Ele me disse que queria ter ganhado um slam em 2025 e que quer ganhar dois em 2026. Não é que seja impossível, mas é uma meta ousada.
Sim, é uma meta ousada. Ele tem condição, obviamente, mas se ele ficar "eu tenho que ganhar, eu tenho que ganhar"... Ele tem que ir e fazer o melhor dele porque tenho certeza que se ele fizer o melhor dele, ele tem muita chance.
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Pra terminar, um tema que eu queria falar com você é que a gente sempre fala e ouve de como é que é para o garoto, para o atleta, para a promessa do tênis essa expectativa alta e tal. Mas não me lembro de ter visto uma entrevista com treinador falando sobre como é que é pro treinador ter essa responsabilidade de tipo "a próxima promessa do tênis brasileiro tá na minha mão". Como é que é pra você ter isso na cabeça? Você se coloca uma - não digo responsabilidade porque acho que responsabilidade sempre existe - pressão, uma expectativa alta? Como é que tá na sua cabeça esse período?
Fizeram uma pergunta muito parecida com essa, e vou dizer pra você: eu trabalho. Trabalho. Vamos ver o que vai acontecer, né? Com a semifinal do Us Open, por exemplo. Em hora nenhuma, a gente... É "vamos trabalhar! Vamos trabalhar. Vamo seguir". Porque eu acho que até aqui, a gente nunca botou essa expectativa. "Ah, vou fazer, vou ser o técnico do Guto que foi número 1 do tal..." Não. Eu trabalho. Obviamente, colhemos o fruto, mas vou continuar o mesmo, então pra mim... Não tenho essa... Não vou botar isso. É surreal! A gente quer isso. Trabalho para isso. Não vou botar essa pressão, mas é muito bom! É muito bom estar ganhando. Eu já vim aqui várias vezes como espectador, né? Eu fui para grand slam como espectador, e hoje você está ali com atleta. Já tinha ido com atleta anteriormente, mas é cíclico. A gente trabalha muito com juvenil. Tive um bocado de gente no profissional, mas hoje eu quero quero fazer do meu jogador o melhor. E, de mim, o melhor técnico. Tanto é que eu gosto de aprender. Eu penso dessa forma.
Eu perguntei isso porque, evidentemente, você tem o mérito de já ter colocado o Guto nessa posição.
Ele não se tornou essa promessa sozinho. Mas é como acontece com os tenistas, fica essa expectativa também para o treinador.
Sim. Eu vou curtir muito. Pode ter certeza que vou atingir um objetivo na minha vida. Estou atingindo! Então tô surfando, tá acontecendo até aqui. Já escutei muita coisa assim: "ah, mas aquele cara ali não tem nível pra estar com..." Eu não tô nem aí. Eu tô trabalhando e mostrando pra todo mundo que eu tenho condição. E mesmo que o Guto perca um jogo ou outro... Vai acontecer porque você sabe que no profissional, principalmente, você mais perde do que ganha. Só que a gente tem que trabalhar para fazer o nosso melhor, o nível melhorar. O dele melhorar. O meu melhorar. O da equipe toda melhorar. E pode ter certeza que eu vou estar feliz demais. Lógico, eu tenho esse sonho de colocar ele lá.
Você acha que está no momento em que às vezes para e pensa na cama assim "puxa, tô no momento que eu sempre quis"?
Sim! Você sonha grande. Eu sempre sonhei grande. Fui um jogador que joguei bem, legal, assim, no juvenil. Era talentoso, mas fiz muitas coisas no caminho errado, né? E aí você começa e quer fazer tudo certinho. Então hoje você para pra pensar assim, sabe? E você fala "pô, mas até que enfim eu tô tendo a oportunidade de fazer". Porque vou te falar a verdade: muitas vezes, eu falei "ah, cara, esse caminho é muito duro! Não vale a pena porque as pessoas não te valorizam o tanto que você tem que ser valorizado." É duro isso. E eu tenho a minha academia, eu tenho a minha sabedoria, "posso ganhar dinheiro de outro jeito." Mas não é o ganhar dinheiro. É a competitividade, né? Que a gente tem aqui dentro. Aí você acaba voltando, acaba brigando e acaba querendo cada vez mais! Eu converso muito com a minha família sobre isso porque tem que largar, né? Perdi um filho. Tenho a minha esposa, com a minha filha, então a gente tem as dificuldades. Eu fico com muita saudade. E tem a minha escola, que é uma escola grande em Brasília, que eu construí com o maior carinho. São trinta e tantos anos ali. Graças a Deus, tenho uma equipe forte, então posso continuar sonhando e quero sonhar durante um bom tempo ainda porque eu acredito que nosso trabalho... Ah, tem muita coisa boa aí pra vir ainda!
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