ATP planeja reduzir duplas, e tenistas consideram ação jurídica
ATP planeja reduzir duplas, e tenistas consideram ação jurídica
A ATP apresentou, na última terça-feira, em Wimbledon, um plano para reduzir drasticamente o circuito de duplas a partir de 2028. Entre os especialistas na modalidade, há quem acredite tratar-se de um primeiro passo rumo à extinção total das duplas.
As medidas, exibidas a um grupo de cerca de 50 duplistas, incluem:
Chaves de apenas 16 duplas nos Masters 1000 (que atualmente têm 32 parcerias) e oito nos ATPs 250 e 500 (que contam com 16 times hoje em dia).
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Mudança na distribuição dos prêmios em dinheiro. Hoje, a divisão é feita em 80-20, ou seja, 80% do prize money vai para os simplistas. A partir de 2028, passaria para 90-10, com 90% para as chaves de simples.
Prioridade para os rankings de simples na formação de chaves de duplas nos torneios da série Challenger (patamar abaixo dos ATPs).
Usar o dinheiro economizado para aumentar a premiação dos simplistas na primeiras rodadas dos Masters 1000.
Evidentemente, tudo isso desagradou aos duplistas, que divulgaram um comunicado nesta sexta-feira, defendendo a modalidade e cogitando até uma ação jurídica contra a ATP.
Se isto acontecer, não será a primeira vez. Em 2005, quando a ATP já planejava reduzir a duração das partidas de duplas, os irmãos Bob e Mike Bryan, encabeçaram um processo contra a entidade. Na época, a ATP queria implementar o no-ad e o match tie-break (o que acabou acontecendo), mas também queriam forçar tie-breaks com o placar em 5/5 e obrigar os duplistas a entrarem nas chaves de simples.
Naquela época, os duplistas já argumentavam que o circuito não recebia a devida atenção do marketing da ATP. "Teria cortado o circuito [de duplas] pela metade", disse Bob. "Achei que ficaria sem emprego", disse Eric Butorac, jovem duplista na época e que atualmente é diretor do US Open. Hoje, 20 anos depois, a história se repete.
No comunicado distribuído hoje, os duplistas afirmam que a modalidade passaria a ter apenas cerca de 30 atletas conseguindo se sustentar financeiramente e questionam a alegação da ATP de que as duplas dão prejuízo. Também declaram que a entidade "rejeitou sistematicamente" ofertas dos próprios duplistas........
