Trump muda tabuleiro com a Europa, trocando Banco Imobiliário por War
Donald Trump prometeu, em sua campanha, que os Estados Unidos iriam reduzir a presença militar ao redor do mundo. Seja por necessidade de distrair o público interno diante do escândalo com os arquivos do predador sexual Jeffrey Epstein, do sangue derramado pela agência de imigração e pela falta de resultados econômicos, seja porque sentiu prazer com a projeção fálica do poder bélico, Trump vem emulando comportamentos de líderes no pré-Segunda Guerra. Saem os Sudetos, entram a Venezuela e a Groenlândia.
A ideia de "comprar" o território dinamarquês foi tratada como anedota durante o seu primeiro mandato, uma excentricidade típica de um presidente que confunde geopolítica com corretagem e acha que o mundo é um grande tabuleiro de Banco Imobiliário. Mas que, pelo menos, o uso do dinheiro guardava algum alinhamento com a política norte-americana para o continente após 1945.
No ano passado, a piada ganhou tons sinistros e, em 2026, perdeu a graça. O que antes soava como delírio virou ameaça militar concreta, não com compra, mas anexação mesmo. O tabuleiro do jogo passou a ser o de War, com objetivo de conquistar Europa, América do Sul e um terceiro continente à sua escolha.
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