'Melhores do Ano' precisa de mudanças urgentes para fugir da obviedade
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Com a merecida consagração de "Três Graças" sobre o remake de "Vale Tudo", o "Troféu Melhores do Ano", exibido no "Domingão com Huck", mais uma vez, só repercutiu graças à ousadia de Paulo Vieira, que usou o espaço para fazer piadas sobre o Banco Master e o controverso Power Point exibido na Globo News.
De resto, a premiação seguiu em ritmo monótono, que era quebrado, vez ou outra, por discursos emocionados, como o de Grazi Massafera, que recebeu o título de "Melhor Atriz" pela vilã Arminda da atual novela das nove.
Para quem viu toda a cerimônia do "Troféu Melhores do Ano", ficou claro que o evento precisa de reformulações para acrescentar um ingrediente necessário para engajar o público: a surpresa. Algumas categorias, como Jornalismo e Humor, alternam os mesmos indicados há vários anos, que tendem a ser quem tem mais tempo de tela, e deixam vários nomes interessantes de fora. Um exemplo disso é a ausência de Caco Barcellos pelo excelente trabalho à frente do "Profissão Repórter" ao longo de 2025.
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A categoria Humor é ainda mais complexa, pois há anos a Globo já não investe mais nesse gênero como no passado, o que tem feito com que Tatá Werneck, Paulo Vieira, Fabio Porchat e Rafael Portugal se revezem entre os concorrentes desde 2021. Enquanto a emissora não tiver mais atrações nesse segmento, talvez seja o caso de aposentá-la temporariamente.
Outro ponto que merece ajustes é o critério de quem são os indicados nas categorias de atuação para evitar injustiças como as ausências de Sophie Charlotte em "Melhor Atriz" e de Carol Castro e Arlette Salles concorrendo como "Atriz Coadjuvante". A melhor solução é adotar uma política similar ao do Oscar em que os próprios atores elegem seus colegas para chegar a cinco nomes que merecem ser indicados, e o vencedor é escolhido numa votação geral.
Todo mundo sabe que o "Troféu Melhores do Ano" é uma autocelebração que a Globo promove em torno de si, mas, nem por isso, a premiação precisa ser enfadonha. Ao exibi-la em cadeia nacional, é necessário tratar a premiação como um produto de entretenimento, e o público merece acompanhar um evento mais dinâmico e divertido, e não uma festa da firma televisionada.
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