Como contrato de US$ 60 milhões de Meghan e Harry explica o YouTube
Como contrato de US$ 60 milhões de Meghan e Harry explica o YouTube
Imagine pagar US$ 60 milhões — cerca de R$ 315 milhões na cotação atual — para Meghan Markle e o príncipe Harry produzirem filmes e séries. Seis anos depois, o resultado: duas produções não roteirizadas, nenhum projeto de ficção e apenas 23 episódios.
Enquanto isso, Hollywood e os streamings apertam os cintos. O dinheiro encurta, o risco diminui — e uma geração inteira de novas vozes vê as portas dos canais tradicionais se fecharem. Sem espaço, esses criadores estão sendo empurrados para a autodistribuição.
O principal destino deles? O YouTube — que cresce a passos largos e já é hoje a força dominante do vídeo online no mundo, Brasil incluído.
Josias de SouzaLíngua e uma toga podem mudar os rumos da eleição
Língua e uma toga podem mudar os rumos da eleição
Mônica BergamoVorcaro ficou 3 dias sem falar com ninguém em cela
Vorcaro ficou 3 dias sem falar com ninguém em cela
Alicia KleinNinguém aguenta mais falar do Cuca
Ninguém aguenta mais falar do Cuca
Marco Antonio SabinoO Ministério Público governa, mas sem voto
O Ministério Público governa, mas sem voto
Sim, os assuntos estão diretamente ligados.
A história de Meghan e Harry
Quando a Netflix fechou o acordo com o casal da família real britânica, o mundo era outro.
A Archewell Productions foi fundada em 2020. Na época, o mundo entrou na pandemia da covid-19 — o que amplificou o uso de plataformas de vídeo, acelerando a adesão do público. Pouco antes, Meghan e Harry haviam anunciado a sua saída da família real — algo que os colocou ainda mais nos holofotes da imprensa.
Na época, parecia que ambos queriam construir um império. Nunca uma figura real como o duque de Sussex se viu fora das correntes da nobreza, permitindo que ele passasse a atuar diretamente no entretenimento. Já a duquesa tinha uma imagem consolidada como atriz nos Estados Unidos.
Por isso, houve um verdadeiro leilão para que a nova companhia fechasse um acordo de exclusividade. Disney, Apple, Warner Bros., Discovery, NBC Universal: todos deram seus lances. O contrato ficou com a Netflix, que, de acordo com a Variety, pagou US$ 60 milhões em setembro de 2020.
Além disso, a gigante do streaming investiu dinheiro na marca As Ever, criada pela duquesa e focada em curadoria de produtos e estética pessoal.
Dessa união, apenas dois projetos saíram do papel. O primeiro foi a série documental "Harry & Meghan", com seis episódios, lançada em dezembro de 2022. Foi a maior estreia para o gênero na história da empresa, sendo assistida por 28,7 milhões de contas em todo o mundo. Contudo, a produção teve recepção mista da crítica e baixa aprovação do público — vista como mais um excesso de exposição do que um relato envolvente.
Outra tentativa foi "Com Amor, Meghan", que se propunha — de forma ambiciosa — a reinventar os programas de estilo de vida. Ao todo, foram 17 episódios lançados em 2025, entre duas temporadas e um especial de fim de ano. A primeira leva somou 1,9 milhão de visualizações até 31 de dezembro, segundo a própria Netflix. A segunda chegou a 2 milhões — o suficiente apenas para colocá-la na 1.218ª posição entre os títulos mais assistidos da plataforma no segundo semestre do ano passado.
"Com Amor, Meghan" não teve o contrato renovado.
A pioneira do streaming por assinatura tinha grandes expectativas com o........
