Textos gnósticos retratam o Deus da Bíblia como falsa divindade
Uma coluna sobre teoria da evolução, ciência, religião e a terra de ninguém entre elas. Por Reinaldo José Lopes
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Quem tem acompanhado a nossa série sobre as origens dos monoteísmos certamente já encontrou temas complexos por aqui, mas o da coluna desta quarta-feira (28) provavelmente é o mais cabeludo de todos. Trata-se do gnosticismo, um conjunto tremendamente diversificado de ideias filosóficas e religiosas que influenciou parte das comunidades cristãs da Antiguidade.
Embora o foco dos mais recentes episódios da série seja a evolução das concepções sobre a figura de Jesus –a chamada cristologia, como você deve recordar–, o pensamento gnóstico nos leva a dar um passo atrás e examinar também uma reelaboração profunda da natureza de "Deus Pai" e de seu papel nas Escrituras judaicas herdadas pelos primeiros cristãos.
Por tudo isso, vamos ter de começar devagarzinho e com cuidado. Antes de chegar ao "Jesus gnóstico", é importante explicar os pressupostos por trás do surgimento do(s) gnosticismo(s) da Antiguidade tardia. O plural aqui é importante, porque tudo indica que estamos falando de uma família de movimentos religiosos com pontos em comum, mas sem nada parecido com uma ortodoxia central.
Temos acesso direto a uma parte significativa do pensamento gnóstico graças principalmente à descoberta dos códices (livros manuscritos encadernados, e não rolos) de Nag Hammadi, no Egito, em 1945. Há uma boa edição comentada do conteúdo dos códices na obra "The Nag Hammadi Scriptures" ("As Escrituras de Nag Hammadi"),........
