Meninas têm espaço na ciência?
Doutora em economia, consultora de impacto social e pesquisadora do FGV EESP CLEAR, que auxilia os governos do Brasil e da África lusófona na agenda de monitoramento e avaliação de políticas
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Meninas têm espaço na ciência?
Como as crianças podem se desvencilhar dessas caixinhas em que são colocadas?
Há uma expectativa social de que mulheres se dediquem mais ao trabalho doméstico e às áreas de educação e linguagens
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Imagine entrar em uma loja de brinquedos, procurando presente para uma criança. Se você já passou por essa situação, sabe qual é a primeira pergunta usual do vendedor que vem te ajudar, muitas vezes antes de questionar a idade do presenteado: "é menino ou menina?". Até comprar roupa para um bebê que ainda nem nasceu pode ser desafiador sem saber o sexo do feto.
Estes casos exemplificam como os estereótipos de gênero começam a ser formados na vida de um ser humano. É quase impossível fugir de um guarda-roupa majoritariamente cor de rosa quando se cria uma menina, ou de carrinhos, dinossauros e super-heróis quando se cria um menino. Como as crianças podem se desvencilhar dessas caixinhas em que são colocadas desde sempre e acreditar que podem ser o que quiserem?
As consequências desses constantes reforços de estereótipos perpetuam desigualdades. Os papéis sociais são designados com base no gênero, o que influencia as escolhas profissionais. Como as mulheres são associadas ao cuidado, há uma expectativa social de que elas se dediquem mais ao trabalho doméstico e às áreas de educação e linguagens. Já os homens estão associados à matemática, e acabam por ser maioria nas carreiras de STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
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Dados da Unesco indicam que apenas uma em cada três pessoas pesquisadoras no mundo é mulher. No campo da tecnologia, as mulheres são apenas uma em cada quatro pessoas que trabalham com dados e inteligência artificial. Considerando esse contexto, é comemorado anualmente em 11 de fevereiro o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, desde 2015, como iniciativa da ONU.
De acordo com relatório da Unesco de 2024, de forma geral, há uma equivalência de gênero no acesso à educação primária. Nos anos iniciais da educação, os meninos têm um desempenho melhor do que as meninas em matemática, mas essa diferença de gênero desaparece mais tarde. Embora as meninas se recuperem em matemática no ensino primário e secundário, há mais meninos entre os melhores desempenhos em matemática.
Já dados do PISA, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes realizado pela OCDE, mostram que a diferença de gênero histórica que favorece meninos em matemática vem diminuindo ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, os questionários dessa avaliação indicam que os pais são mais propensos a esperar que os seus filhos, em vez de suas filhas, trabalhem em um campo de STEM, mesmo quando apresentam o mesmo nível de desempenho em matemática.
Levantamento da OCDE de 2023 aponta que meninas relatam menor autoconfiança em suas habilidades matemáticas e maior ansiedade em relação a essa disciplina, fatores que afetam sua escolha por carreiras menos lucrativas.
Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é importante para reforçar com todas as meninas que elas podem ocupar qualquer espaço - e meninos também. Não é fácil combater estereótipos formados e reforçados antes mesmo de se nascer, mas tampouco é impossível. Expor modelos femininos em carreiras diversas pode fazer a diferença, pois a representatividade importa e pode influenciar atitudes e escolhas das nossas estudantes.
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