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Como a BYD conseguiu ser a quarta força do Brasil em apenas quatro anos

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Como a BYD conseguiu ser a quarta força do Brasil em apenas quatro anos

Antes da chegada de marcas francesas, japonesas e sul-coreanas, nos anos 90, o Brasil tinha Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen. Aí vieram as chamadas "newcomers", e essas montadoras pioneiras ficaram conhecidas como "quatro grandes". Isso porque, além de veteranas, mantinham o posto de fabricantes que mais vendiam carros no Brasil.

Em meados da década de 2010, o quarto posto começou a escapar da Ford, muito antes de esta deixar de produzir carros no Brasil - algo que só ocorreria em 2021. A marca perdeu definitivamente a posição em 2019. Ou seja: mais de 20 anos após a instalação das primeiras fábricas das "newcomers" no Brasil - entre 1997 e 1998.

Desde então, o posto de quarta força do mercado de carros é alternado entre Hyundai e Toyota, já que Fiat, Volkswagen e Chevrolet continuam firmes nas três primeiras colocações. O que explica, então, a BYD ter conseguido ser a nova postulante à vaga após apenas quatro anos de atuação no Brasil?

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A marca chinesa começou a vender carros de passeio no mercado nacional em 2022, inicialmente apenas com produtos de nicho, HAN e TAN, elétricos de alto preço. No fim daquele ano veio o primeiro carro com potencial de volumes mais altos, o Song Plus. E, em maio de 2026, a chinesa foi a quarta marca no ranking de vendas do Brasil.

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em maio a BYD vendeu 21.704 carros. A líder Fiat somou 49.646 emplacamentos, ante os 42.984 da Volkswagen e os 27.753 da Chevrolet.

Em seus quatro anos de Brasil, a BYD já se envolveu em algumas polêmicas. A de maior repercussão foi relacionada a denúncias sobre condições de trabalho de chineses que vieram atuar nas obras da fábrica de Camaçari, na Bahia. Há também um debate recorrente sobre o baixo custo de produção do carro chinês e se a vantagem resultante desse fator continuará existindo quando os produtos das marcas da China forem totalmente nacionalizados.

Aqui, hoje, o objetivo não é analisar polêmicas, nem aprofundar o debate sobre custos. Nesta análise, o objetivo é........

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