'Ainda pilotamos foguetes', lembra Bortoleto: A nova F1 tem lado positivo?
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As declarações raivosas dos pilotos principalmente depois que algo dá errado em uma classificação ou corrida ganham muita visibilidade e dão a entender que a Fórmula 1 deveria simplesmente desistir do regulamento que estreou nesta temporada, com metade da potência do motor vinda da energia elétrica. Se você perguntar para Max Verstappen ou Fernando Alonso, é quase certo que eles vão concordar. Mas outros conseguem ver os lados positivos do novo regulamento.
É claro que ninguém acha que as três primeiras corridas foram perfeitas. A classificação é criticada por todos e com razão: os carros são tão dependentes da recuperação de energia mesmo em uma volta que, se o piloto tenta arriscar mais para ser mais rápido nas curvas, acaba gastando mais energia e fazendo uma volta mais lenta, o que vai contra o que uma classificação deveria ser. E ao menos amenizar isso é uma prioridade na reunião do Conselho de F1 que acontece nesta semana.
Eles também veem ajustes necessários nas corridas, sempre no sentido de tirar parte do protagonismo da recuperação de energia. Mas não querem saber de voltar ao que tinham até o ano passado.
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Perguntado pelo UOL se ainda chegava em uma pista desafiadora como Suzuka, por exemplo, ainda animado pelo desafio de domar um carro de F1, o brasileiro Gabriel Bortoleto ponderou:
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Não é que estejamos dirigindo carros m?. Ainda estamos dirigindo foguetes, não me entendam mal. Tem muita pressão aerodinâmica, embora não tanta quanto tínhamos no ano passado, a distribuição do motor é diferente, mas ainda é um carro muito rápido. Definitivamente, ainda é divertido de dirigir. Nos anos anteriores, você provavelmente só entrava na pista o mais rápido possível e tentava sair o mais rápido possível. E este ano há um pouco mais de concessões a serem feitas. Não é a melhor coisa do mundo, mas acho que todos estão tentando resolver esse problema.Gabriel Bortoleto, da Audi
"Ainda é uma questão de coragem porque ainda há muita potência, além do nível de aderência ter menor do que ano passado", lembrou Esteban Ocon, da Haas.
Pilotos gostam das corridas mais movimentadas. Mas nem tanto
O companheiro de Ocon, Oliver Bearman, explicou bem qual elemento do qual os pilotos sentem falta na corrida:
É realmente frustrante quando não conseguimos acertar. Não é o que estávamos acostumados ao longo de nossas carreiras. Normalmente, quando você consegue uma saída melhor da curva, consegue uma melhor arrancada em toda a reta, mas esse não é necessariamente o caso agora, o que é estranho. Ollie Bearman, da Haas
Mas a nova maneira de disputar tem seus adeptos. Os pilotos da Ferrari gostam das corridas.
No início do ano, eu estava muito cético e, depois dos testes, tinha algumas expectativas não muito boas em relação às corridas. Fiquei positivamente surpreso. Claro, há algumas ultrapassagens artificiais, assim como acontecia às vezes com o DRS no ano passado. No entanto, também há muitas ultrapassagens em que o carro está realmente no limite e você acaba com a bateria em um estado semelhante no mesmo ponto, em diferentes circunstâncias, o que torna tudo muito divertido.Charles Leclerc, da Ferrari
Lewis Hamilton disse que lembra o kart, porque as ultrapassagens não são definitivas como na maior parte de sua carreira na F1. E Isack Hadjar, da Red Bull, concorda nesse sentido.
Acho que é a única vez em muito tempo em que dois carros com ritmo idêntico conseguem se ultrapassar constantemente. Enquanto que, no ano passado, você sempre precisava de uma vantagem de seis a oito décimos para ultrapassar o carro da frente. Às vezes, até mais. E às vezes, quando você ultrapassa completamente, sabe que o carro de trás nunca mais vai te ultrapassar. Então, se alguma coisa mudou, foi que isso está tornando as corridas melhores, com certeza. Mas, sem dúvida, às vezes parece um pouco artificial. Então, sim, precisamos encontrar o equilíbrio certo. Mas definitivamente está melhor do que antes.Isack Hadjar, da Red Bull
Regras precisam de otimização e pilotos, também
Os pilotos aceitam também que nem eles mesmos, nem as equipes, ainda estão tirando o máximo do regulamento. Mas defendem que, ainda assim, esse equilíbrio entre o que é divertido de assistir e de pilotar só vai ser atingido com as mudanças que estão sendo discutidas nesta semana.
Eles cobram que o piloto tenha mais poder sobre o que acontece com o carro. Isso porque o software vai definir o que é uma volta otimizada e, quando o piloto está lutando por posição e tenta algo diferente, ele acaba alterando a demanda energética naquela volta e o software pode simplesmente decidir recuperar energia em plena reta e o deixar exposto.
Então o que eles querem é basicamente ter mais margem para fazer a diferença sem serem punidos pelo próprio motor, e não eliminar totalmente o fator recuperação de energia.
Acho que ficará mais fácil conforme tivermos mais experiência. O processo se tornará mais automático e a forma como lidamos com as coisas também. Mas acho que existem pequenos detalhes que, quando você está no limite, pilotando um carro de verdade, você descobre no momento crítico e, infelizmente, já é tarde demais.Esteban Ocon, da Haas
O atual campeão do mundo, Lando Norris, que disse ter se divertido vendo a corrida da China de fora do carro, mas que não está entre os fãs do que acontece na pista do ponto de vista de piloto, também salienta que a experiência vai ajudar, embora mudanças sejam necessárias.
Quanto mais corridas fizermos ao longo da temporada, mais aprenderemos, a FIA aprenderá, e as coisas poderão ser melhoradas. Então, acho que precisamos de um pouco de tempo. Mas acho que ajustar o nível da bateria e a potência que temos pode ajudar. Temos muito mais potência do que tínhamos no ano passado quando ela está disponível. Ela acaba muito rápido e, por isso, temos o problema de não ter bateria quando precisamos. Então, há pequenas coisas que podemos fazer para ajustar e espero que vejamos resultados com o tempo.Lando Norris, da McLaren
A ideia é que, ao tornar os carros menos "famintos" por energia, o piloto volte a fazer mais diferença no planejamento de uma ultrapassagem, por exemplo. Mas sem voltar ao "ninguém passa ninguém" de antes.
"Acho que podemos tornar essas regras tão boas para o espetáculo quanto antes, mas um pouco mais gratificante para nós como pilotos. Então, estou animado para ver o que podemos fazer com esse equipamento. Acho que ele tem um potencial fantástico", definiu Bearman.
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