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Agenda econômica reabilita esquerda na Colômbia

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01.06.2026

Agenda econômica reabilita esquerda na Colômbia

Neste domingo, a Colômbia foi às urnas e colocou Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda no segundo turno das eleições presidenciais. A rápida ascensão de Abelardo é a grande novidade da disputa: um novo personagem da extrema direita latino-americana, que combina o autoritarismo popular de Bukele com o radicalismo liberal de Milei. Menos comentada, mas igualmente relevante, foi a recuperação política de Gustavo Petro que há pouco mais de um ano estava desacreditado e, diziam alguns, incapaz de viabilizar um candidato competitivo para sua sucessão. A força da candidatura de Cepeda reflete uma virada política, cujo motivo central é um só: a radicalização de pautas econômicas

No começo de 2025, Petro tinha apenas 32% de aprovação e 63% de desaprovação, segundo o instituto Invamer, o mais tradicional da Colômbia. O governo enfrentava desgaste com a segurança pública, dificuldades econômicas e sucessivos conflitos com o Congresso. A oposição apostava que a esquerda chegaria enfraquecida às eleições de 2026.

O ponto de inflexão veio em março de 2025. A reforma trabalhista enviada pelo governo ao Congresso desde 2023 foi rejeitada pela Comissão Sétima do Senado. O projeto previa aumento do pagamento noturno, restrições a contratos precários, fortalecimento de direitos sindicais e maior proteção trabalhista. O empresariado e os setores conservadores reagiram duramente, afirmando que a reforma aumentaria custos e informalidade.

CasagrandeColocaria........

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