Agente e ex-patrocinadora contestam plano do Corinthians para pagar dívidas
Agente e ex-patrocinadora contestam plano do Corinthians para pagar dívidas
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A maior parte dos credores do Corinthians aceitou a homologação do plano de pagamento das dívidas cíveis do clube, concedida pela Justiça em janeiro deste ano. Dois deles, entretanto, ainda questionam fortemente vários aspectos do plano, e um chega a pedir a suspensão.
Eles são o empresário André Cury, que representa o atacante Yuri Alberto, e a Pix Star, nome empresarial da Pix Bet, ex-patrocinadora do alvinegro. Os dois entraram com recursos levantando o que consideram irregularidades no Regime Centralizado de Execuções - nome jurídico do plano de pagamento.
Cury é quem pede que ele seja suspenso. O RCE prevê a concentração e pagamento gradual, limitado a cerca de 16% das receitas do Corinthians, de aproximadamente R$ 379 milhões em dívidas com credores diversos, organizados em uma fila por tipo.
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O empresário, com quem o Corinthians tinha uma dívida em torno de R$ 40 milhões, tem sido o mais ferrenho opositor do plano apresentado pelo clube. Na Justiça, ele conseguiu bloquear R$ 14 milhões que o alvinegro teria a receber, e luta para que o valor não seja enviado e usado no plano.
Cury contesta vários pontos do plano: alega que a lista contém dívidas lançadas em duplicidade ou de forma errada, que o plano foi aprovado sem levar em conta o lado dos credores e sem ouvi-los, e que está além da capacidade econômica atual do clube.
Ele pede que ele seja suspenso.
A Pix Bet, por sua vez, também cobra mais de R$ 40 milhões do clube. Ela alega que o plano apresentado é vago, não estabelece um cronograma rígido de pagamentos, parcelas mínimas ou uma ordem de preferência entre credores do mesmo segmento.
A empresa também mostra preocupação quanto a receitas do Corinthians comprometidas com pagamentos da dívida com a Caixa Econômica Federal - elas incluem, por exemplo, vendas futuras de atletas - e com o impacto que isso possa ter no plano.
Cury e Pix Bet utilizaram, contra a aprovação do plano, um recurso chamado embargo de declaração: ele é usado quando as partes consideram que uma decisão foi omissa ou incompleta.
O Corinthians já apresentou sua defesa. O clube sustenta que o plano homologado levou em consideração apontamentos de vários credores, e foi aprovado por cumprir, à risca, o que determina a lei.
O Alvinegro diz ainda que não há exigência legal de um cronograma rígido de pagamentos, e aponta que a maioria dos credores já apresentou seus dados bancários para início dos pagamentos e concordou com o plano.
Os pagamentos estão previstos para começar em março deste ano. Os recursos de Cury e Pix Bet ainda não tiveram as datas para julgamento marcadas.
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