Do arroz queimado à revolução do delivery: o que aprendi em 15 anos
Do arroz queimado à revolução do delivery: o que aprendi em 15 anos
Quando Débora e eu nos casamos, ela era maravilhosa em quase tudo. Mas, na cozinha, a situação era dramática. Lembro até hoje do cheiro de arroz queimado invadindo a casa. Ela se esforçava, tentava de verdade, mas a realidade é que, no início, eu cozinhava mais que ela.
A história tem um final feliz. Débora fez curso de chef, virou referência em casa, e hoje os amigos dos meus filhos a chamam de "tia Débora". Eles adoram comer aqui. Ela não me deixa mais nem chegar perto do fogão. Só me sobrou o churrasco. E mesmo com tudo isso, nossa rotina ainda divide espaço entre as delícias da tia Débora e o iFood.
Mas, naqueles primeiros anos, nossa salvação era o telefone. Nós pedíamos pizza, sanduíches, às vezes comida japonesa, qualquer coisa que nos salvasse do fogão, as opções não eram muitas. Era um processo analógico, demorado e cheio de incertezas. Ligávamos para o número do ímã de geladeira, torcíamos para não dar ocupado, fazíamos o pedido e ficávamos esperando. Não havia como acompanhar. Não havia previsibilidade.
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Passados 15 anos, o mundo mudou. E o que mudou não foi apenas a forma de pedir a entrega. Foi a estrutura inteira do mercado.
E não estou falando só de comida. Hoje, pelo mesmo aplicativo, é possível pedir pizza, comprar........
