Por que terras raras podem gerar nova crise na produção mundial de carros
Por que terras raras podem gerar nova crise na produção mundial de carros
A crise dos semicondutores mostrou que a indústria automotiva pode parar devido a um componente quase invisível para o consumidor. Agora, um novo gargalo começa a preocupar montadoras, fornecedores e governos: o acesso às terras raras, materiais usados em ímãs permanentes, motores elétricos, sensores, componentes eletrônicos e tecnologias estratégicas.
O paralelo com os chips ajuda a entender o risco. Durante a pandemia, fábricas reduziram turnos, adiaram lançamentos e deixaram carros incompletos porque faltavam semicondutores. No caso das terras raras, o problema está em uma etapa ainda menos conhecida da cadeia. Esses materiais são decisivos para a produção de veículos elétricos, híbridos e de diversos sistemas eletrônicos.
As terras raras não são necessariamente raras no sentido literal. O desafio está em extrair, separar, refinar e transformar esses elementos em materiais de maior valor, como ligas e ímãs. É nessa parte da cadeia que a dependência da China se tornou mais sensível. Pequim domina boa parte do processamento global e passou a usar controles de exportação como instrumento de política industrial e geopolítica.
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Nesta quarta-feira (20), a China afirmou que seus controles sobre exportações de terras raras são legais, mas disse estar disposta a cooperar com os Estados Unidos em preocupações consideradas "razoáveis". As restrições chinesas, adotadas em 2025, afetaram o fornecimento de minerais usados em aplicações industriais e tecnológicas em meio à disputa comercial com Washington.
A Europa também tenta reduzir a vulnerabilidade. A Lei de Matérias-Primas Críticas da União Europeia estabelece que, até 2030, não mais de 65%........
