Pertencimento é a política pública mais negligenciada do Brasil
Espaço de debate para temas emergentes da agenda socioambiental
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Fundador do Reflexões da Liberdade, é membro do Conselho Penitenciário de SP, Global Shaper no Fórum Econômico Mundial e membro do Catalyst 2030
O Brasil ainda não entendeu que jovens não se perdem sozinhos; eles são empurrados por estruturas frágeis, políticas desconectadas e vínculos rompidos.
Como fundador, psicólogo e diretor do Reflexões da Liberdade, acompanhei milhares de trajetórias que mostram a mesma lógica: quando falta pertencimento, tudo falta. Quando existe presença, tudo começa.
Lembro de um adolescente de 14 anos que me perguntou: "Tio, se a vida fosse diferente, eu também seria?".
Essa pergunta resume a desigualdade emocional do país. Ela não nasce da rebeldia, mas da solidão estrutural que atravessa territórios vulneráveis, famílias exaustas e escolas sobrecarregadas. A sociedade interpreta comportamentos como problemas. Eu vejo respostas de sobrevivência.
Dados confirmam essa realidade: insegurança alimentar, ausência de atividades formativas, serviços que não........
