Raimundo Carrero: palavra como arma de combate e legado difícil de mensurar
Raimundo Carrero: palavra como arma de combate e legado difícil de mensurar
Por conta de algumas coisas que venho escrevendo e pensando, tenho "A Luta Verbal" à mão. No ensaio que dá nome ao livro publicado pela Iluminuras, Raimundo Carrero defende: "A luta verbal - que aqui substituiu, com vantagens, a literatura - é um grito de dor contra a fome, a miséria, o racismo, a discriminação e o preconceito de toda ordem, unindo num só tempo a técnica e a expressão literária popular".
Graciliano Ramos, Jorge Amado e Sidney Rocha são alguns dos exemplos apontados pelo autor de quem trata a literatura como luta verbal. Depois da publicação, em 2022, um esquecimento atormentaria Carrero: imperdoável não ter colocado na lista Carolina Maria de Jesus, dona de uma obra que considerava magnífica e decisiva, como compartilhou comigo num episódio do podcast da Página Cinco.
Cheguei tarde na literatura de Carrero e acompanhei mais de perto a fase final de uma obra iniciada com "As Sombrias Ruínas da Alma", de 1999 (Iluminuras), que lhe valeu um Jabuti na categoria Contos e Crônicas. Nessa fase derradeira, os livros do autor apresentavam sinais de urgência e procuravam responder, alertar ou compreender questões prementes do nosso cotidiano e da vida do escritor.
Juca KfouriHaaland não deixa que dia seja só de Messi e Mbappé
Haaland não deixa que dia seja só de Messi e Mbappé
Wálter MaierovitchMendonça corta 'cordão umbilical' com bolsonarismo
Mendonça corta 'cordão umbilical' com bolsonarismo
Carla AraújoGoverno Lula tenta melhorar aprovação
Governo Lula tenta melhorar aprovação
Tatiana FarahJaques Wagner vai pesar nas pesquisas de........
