menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O que a China fez do Tibete, e como isso muda a vida dos tibetanos

32 0
wednesday

O que a China fez do Tibete, e como isso muda a vida dos tibetanos

A China transformou o Tibete em uma região de estradas modernas, ferrovias, aeroportos, hotéis luxuosos, shopping centers e turismo de massa.

A nova infraestrutura encurtou viagens de dias para poucas horas e abriu as portas para o consumo global. Agora, até o acampamento-base do Monte Everest tem sinal de 5G.

Após décadas de investimentos maciços, a Região Autônoma de Xizang, nome oficial do Tibete, tem infraestrutura muito diferente daquela de uma geração atrás e apresenta crescimento econômico acima da média chinesa.

Isolado do resto da China, o Tibete saiu de uma economia rural para uma mais desenvolvida. O transporte de mercadorias e pessoas era lento, feito apenas por trilhas íngremes no lombo de animais. Em algumas áreas, só se tentava atravessar o terreno íngreme em caravanas. Mas isso foi há 20 anos.

Hoje as cidades cresceram, avenidas são arborizadas, ruas têm canteiros cuidados como jardins e estradas e aeroportos são amplos e modernos. O UOL passou uma semana viajando pelo Tibete. Em lugar nenhum se viu miséria.

A mesma integração que trouxe prosperidade também alterou a demografia, a cultura e criou novas pressões sobre a língua e a identidade tibetanas.

O controle de Pequim recebeu um marco decisivo em julho, quando passou a valer a Lei de Unidade Étnica. A legislação cria diretrizes para forjar uma identidade nacional, alinhando de forma sistemática todas as minorias (incluindo os tibetanos) à cultura majoritária da etnia Han, o que intensifica os debates sore a preservação da cultura regional.

Em um dos shoppings Wanda Plaza da capital Lhasa, inaugurado em 2021, a tibetana Tsewang Dolma, 31, passeava com a filha e o marido no andar dos cinemas, onde era exibido "Homem-Aranha: Um Novo Dia".

Para ela, a transformação do Tibete começou há cerca de dez anos com a chegada da ferrovia —a primeira ligação por trens entre a região e o restante da China.

Por ali passam mercadorias que abastecem as lojas, de Nike e Adidas às chinesas Anta e Li-Ning, da Apple à Huawei, do KFC ao Luckin Coffee.

A filha de 3 anos de Tsewang alterna o chinês e o........

© UOL