Com a ordem multipolar, muda o papel estratégico-militar do Brasil?
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A vista impressiona, na fronteira da China com o Cazaquistão: três portos secos, lado a lado, um para cidadãos comuns e seus carros, o segundo para centenas de caminhões e o terceiro para trens, cercados por guindastes para transferir os vagões de bitola. Fica ali também o final do gasoduto que vem do Turcomenistão.
Foi em torno dessa divisa, na Ásia Central, que se espalhou a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI), programa de infraestrutura e investimento, e a Organização para a Cooperação de Xangai (SCO), esta multilateral e estratégica, voltada para segurança, inclusive militar. Dois grupos de que o Brasil não faz parte.
Durante a visita, ao lado de acadêmicos e jornalistas de países das duas organizações, o Sol forte me forçou a buscar uma sombra, onde já havia um cazaque. Conversamos sobre o local, sua importância geopolítica e sobretudo comercial, concentrando vendas da China para toda a Ásia Central e Europa e também compras.
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