Por que o Fla insiste em ser o clube mais antipático do Brasil?
Por que o Fla insiste em ser o clube mais antipático do Brasil?
Sabem que, lá na minha Muzambinho dos anos 1950, absolutamente ninguém torcia pelos clubes de nosso estado?
Naquela época, Atlético, América e Cruzeiro perdiam feio para os times paulistas, dada a proximidade da cidade com São Paulo.
Para vocês terem uma ideia, a capital paulista fica mais perto de Muzambinho do que Belo Horizonte.
Josias de SouzaAs mensagens de socorro de Vorcaro para Moraes
As mensagens de socorro de Vorcaro para Moraes
Carla AraújoValdemar prevê Flávio na frente de Lula em abril
Valdemar prevê Flávio na frente de Lula em abril
José FucsET de Gilmar veria que STF não virou 'vidraça' à toa
ET de Gilmar veria que STF não virou 'vidraça' à toa
Marco Antonio SabinoNo Brasil de hoje, quem são os beócios?
No Brasil de hoje, quem são os beócios?
E, claro, por causa da força do rádio, os times cariocas também tinham enorme presença na região.
Existiam muitos torcedores do Vasco (muitos familiares meus, inclusive), do Fluminense, do Botafogo e, naturalmente, do Flamengo.
E sabem de uma coisa curiosa?
Naquela época, os rubro-negros não eram detestados pelos rivais como vemos hoje.
Muito pelo contrário!
Eu mesmo via o clube da Gávea até com certa simpatia.
Esse quadro começou a mudar nos anos 1980.
E é compreensível, afinal, nenhum clube monta um timaço como aquele, com Zico, Júnior, Leandro, Andrade, Adílio e cia., sem despertar inveja e antipatia nos rivais.
Depois, nos anos 90 e no início dos anos 2000, o Flamengo virou uma espécie de gigante adormecido.
Fora do Rio de Janeiro, passou a despertar mais indiferença do que raiva.
Mas tudo mudou novamente quando Eduardo Bandeira de Mello colocou as contas do clube da Gávea em ordem.
Graças ao trabalho competente do dirigente, o Flamengo voltou a empilhar títulos.
E, junto com as taças, veio também algo que costuma acompanhar o sucesso: a soberba.
Tanto dos dirigentes quanto de grande parte da torcida.
Desde então, uma sequência de episódios ajudou o Rubro-Negro a nadar de braçada na disputa pelo nada honroso título de clube mais antipático do Brasil.
Primeiro, a postura absolutamente lamentável do clube diante da tragédia que matou os meninos do Ninho do Urubu, em 2019.
No ano seguinte, a pressão da diretoria pela volta do futebol enquanto milhares de brasileiros morriam por dia de Covid-19 também abalou bastante a imagem flamenguista diante da opinião pública.
Em 2022, veio a inacreditável demissão de Dorival Júnior, poucos dias depois de o técnico entregar ao clube duas taças gigantescas: a da Libertadores e a da Copa do Brasil.
E agora, nesta semana, todos assistimos incrédulos à falta de respeito com Filipe Luís, demitido após um ano praticamente perfeito no comando técnico da equipe da Gávea.
Claro que, nesse meio tempo, também surgiram outros episódios menores, mas igualmente reveladores, quase sempre ligados à soberba.
Como aquela frase ridícula pintada em um dos muros do CT dizendo que o Flamengo é o "maior clube do mundo".
Convenhamos, é um papo cansativo e extremamente forçado...
Bem, e é evidente que o Flamengo precisa se preocupar em agradar a sua torcida, e não o restante do país.
Mas, diante de tantas situações, às vezes não parece que o clube de maior torcida do Brasil faz questão de cultivar essa antipatia?
Sinceramente, tenho a nítida sensação de que sim.
Por isso, peço ajuda aos amigos leitores: por que será o Flamengo insiste em ser o clube mais antipático do Brasil?
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Corpo de PM achada morta em casa será exumado em SP por 'morte suspeita'
Atacante é eliminado duas vezes na 2ª fase da Copa do Brasil; entenda
Festa para 600 em SP: como vai ser o casamento de Giulia Be e Conor Kennedy
Se ET de Gilmar viesse ao país, veria que STF não virou 'vidraça' à toa
Nova bateria chinesa promete carro elétrico longe do carregador por 1000 km
