Croácia não assusta como a França, mas também deve ganhar do Brasil
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É natural que o torcedor brasileiro esteja respirando um pouco mais aliviado nesta terça-feira.
Afinal, a Croácia não tem a mesma força, intensidade e poder de fogo da França que venceu o Brasil na semana passada.
Não há um Mbappé para transformar qualquer jogada comum chance clara de gol.
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Mas isso está longe de significar tranquilidade, sejamos sinceros.
Porque, se por um lado o adversário é menos assustador, por outro os problemas da seleção continuam exatamente os mesmos.
E isso pesa tanto quanto qualquer comparação.
O Brasil segue chegando remendado, com desfalques importantes, mudanças na escalação e, principalmente, um sistema defensivo que inspira pouca confiança.
É uma equipe que ainda busca identidade, entrosamento e segurança.
E do outro lado está uma Croácia que talvez não encante, mas compete.
Não à toa conquistou resultados expressivos nas últimas duas Copas.
Organizada, experiente e com um meio-campo que sabe controlar o ritmo do jogo, a seleção europeia costuma punir adversários desorganizados.
Exatamente o cenário que o Brasil tem apresentado.
Mais uma vez, vale reforçar: podemos jogar toda a culpa nas costas de Carlo Ancelotti.
O treinador está lidando com um elenco limitado, cortes por lesão e uma safra que, hoje, não inspira confiança alguma.
Diante disso, o jogo desta terça parece muito menos sobre "revanche de 2022" e mais sobre realidade.
E a realidade é dura.
O Brasil não entra como favorito.
Se conseguir competir de igual para igual, já será um sinal positivo pensando na Copa.
Mas, pelo que se viu recentemente, o mais provável é que a Croácia, mesmo sem assustar, leve a melhor com certa tranquilidade.
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