Brasil enfrenta Índia, que também proibiu bets, mas não matou sites ilegais
Brasil enfrenta Índia, que também proibiu bets, mas não matou sites ilegais
Neste sábado, a seleção brasileira enfrenta a indiana, em Calcutá, às 11 horas de Brasília. A Índia, por coincidência, decidiu seguir, em 2025, um caminho semelhante ao que o governo brasileiro acaba de adotar: proibir os jogos online. A experiência indiana é recente, mas os primeiros números ajudam a responder a uma pergunta fundamental para o debate por aqui: proibir as bets autorizadas faz as pessoas deixarem de apostar? Até agora, a resposta parece ser não.
Em agosto de 2025, o Parlamento indiano aprovou o Promotion and Regulation of Online Gaming Act. A legislação proibiu os chamados online money games, independentemente de serem classificados como jogos de habilidade ou de azar. Também proibiu a publicidade e a promoção dessas atividades e determinou que bancos e sistemas de pagamento não processem transações relacionadas a elas.
O efeito sobre o mercado formal foi imediato. Empresas indianas interromperam seus jogos com dinheiro e o faturamento contabilizado pelo setor despencou. Estimativa da EY (antiga Ernst & Young) mostra que a receita dos chamados money games caiu de 179 bilhões de rúpias (cerca de R$ 9,71 bilhões) em 2024 para 133 bilhões de rúpias (aproximadamente R$ 7,22 bilhões) em 2025, redução de aproximadamente 26%.
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