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Ao descartar Eduardo do Itamaraty, Flávio acena ao centrão e rifa irmão

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20.10.2026

Ao descartar Eduardo do Itamaraty, Flávio acena ao centrão e rifa irmão

O grupo político do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) demonstrou surpresa com a declaração do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista à TV Globo na última sexta (16), de que o irmão não será o titular de sua diplomacia e política externa.

Questionado duas vezes pela jornalista Renata Lo Prete, Flávio foi taxativo: "Não será chanceler". Perguntado se daria um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi reticente: "Não está no radar".

A declaração foi vista por pessoas ligadas ao centrão como a confirmação pública daquilo que Flávio Bolsonaro vinha ventilando em Brasília a portas fechadas ao costurar acordos políticos tanto de apoio ao segundo turno como para uma eventual gestão bolsonarista. A declaração expôs uma disputa renhida nos bastidores nas últimas semanas e adiantou um dilema que candidato tentava adiar: contratar uma crise política ou um confronto familiar?

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Imediatamente antes da declaração de Flávio, ao menos três pessoas do entorno de Eduardo Bolsonaro, diretamente envolvidos na campanha presidencial e ouvidos reservadamente pelo UOL, davam como certo que ele ocuparia o Ministério das Relações Exteriores.

Alguns deles comentavam, inclusive, que o ex-deputado já teria definido os embaixadores que colocaria nos postos de chefe de gabinete e de secretário-geral do Itamaraty, para ajudá-lo a navegar a liturgia do posto mais alto da diplomacia brasileira.

O assunto era tratado como um fato consumado até porque, segundo um desses interlocutores, "nenhum embaixador consegue hoje fazer o que Eduardo faz, de ligar para o [presidente argentino Javier] Milei, de ligar para o [ex-primeiro ministro........

© UOL