Master e Reag elevaram o custo do consignado atuando na gestão da folha
O esquema montado pelo Banco Master para explorar o mercado de cartão consignado nos setores públicos estadual e municipal passava não só pela concessão do crédito, com a bandeira Credcesta, mas também pelo controle da empresa que faz a gestão da margem, a Consiglog.
A empresa é conhecida no mercado por pertencer a Augusto Lima, um dos sócios fundadores do Master, e tem ou já teve como sócios fundos da Reag e o próprio fundador e ex-CEO da gestora, João Carlos Mansur.
A Consiglog cobra um percentual de até 3,5% sobre cada empréstimo, um modelo de negócio altamente lucrativo e que garante margens ainda maiores do que no negócio de crédito propriamente dito — tornando o custo do crédito ainda mais alto para os servidores e aposentados nos mercados onde elas atuam. Praticamente todas as demais empresas que atuam no mercado cobram uma tarifa fixa de centavos por linha de desconto, não importa o valor. (Cada linha no contracheque corresponde a uma parcela de empréstimo ou desconto associativo.)
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Isso significa que, em uma operação de R$ 8.000, considerando taxas médias praticadas no mercado, a Consiglog pode abocanhar algo como R$ 9 por linha, enquanto o normal seria algo em torno de R$ 0,18 a R$ 0,30.
Master e Reag estão sendo liquidados pelo Banco Central, após investigações policiais apontarem uma série de fraudes e crimes financeiros. Credcesta e a Consiglog não fazem parte dos grupos econômicos que estão em liquidação e seguem atuado no........
