Ancelotti precisa analisar o que sobrou de Neymar
Jornalista e comentarista da TNT Sports. Viu Messi jogar mais de 100 vezes e há dez anos cobre o dia a dia da Liga dos Campeões
Recurso exclusivo para assinantes
Ancelotti precisa analisar o que sobrou de Neymar
Treinador da seleção precisa ver Neymar antes de junho para avaliá-lo para a Copa
Para um torneio de pontos corridos, eu não o levaria; mas para um mês, pode ser considerado
dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login
Recurso exclusivo para assinantes
Neymar jogou contra o Novorizontino. Não foi bem, como era esperado, e alguns números chamam a atenção. Teve 90 ações com a bola, foi o terceiro que mais participou do jogo, o que mais ganhou (e mais perdeu) duelos e o que mais perdeu posses de bola (33), por ser também quem mais arriscava. Ele próprio postou dados do GPS do Santos mostrando que foi o quarto jogador da equipe em quilômetros percorridos e em metros de alta intensidade, além de ser o segundo em números de sprints.
Entre números para cá e para lá, ficam as sensações de um jogador que foi incapaz de se destacar em umas quartas-de-final de campeonato paulista, contra um adversário de Série B de Brasileirão. Como imaginar que este jogador será capaz de decidir em uma quartas de final de Copa do Mundo?
Pois mais do que imaginar, devemos testar. E por isso defendo que Carlo Ancelotti deva convocar Neymar em março, para os jogos contra França e Croácia.
Ícone Facebook Facebook
Ícone Whatsapp Whatsapp
Ícone de messenger Messenger
Ícone Linkedin Linkedin
Ícone de envelope E-mail
Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
O desempenho contra o Novorizontino pode ser avaliado como ruim, mas também deve-se levar em conta que foi apenas o segundo jogo do atacante no ano, o primeiro por 90 minutos. É normal que Neymar seja um jogador saindo de pré-temporada contra um adversário em sua nona partida em 2026.
Quando os amistosos chegarem, ele terá participado de mais três partidas: Vasco, Mirassol e Corinthians. O suficiente para estar fisicamente apto para desempenhar ao menos próximo do que veremos em junho na Copa. E aí a convocação passa a ser mais importante para Ancelotti que para o próprio Neymar.
O treinador precisa avaliar, durante os treinos e os jogos de março, o que poderá fazer no meio do ano. Neymar se encaixa na forma de jogar do time? Qual deve ser seu posicionamento imaginando que Vinicius, Raphinha e Estêvão serão titulares? É possível marcar pressão com ele em campo? Senão, vale a pena jogar com quatro atacantes? Com Neymar o time pede um centroavante ou funciona melhor sem um 9 típico? Aos 34 anos, é jogador para 90 minutos ou para 30?
Todas essas questões devem passar pela cabeça do técnico italiano e, após observá-lo, Ancelotti terá dois meses para deliberar com sua comissão técnica o que fazer no Mundial.
Imaginem o cenário contrário: Neymar não é chamado para os amistosos, mas entra na lista final. Apenas a partir da primeira rodada da Copa Ancelotti vai avaliar os prós e contras de tê-lo no time e quais os encaixes necessários para melhorar a equipe com ou sem sua presença.
Sei que há quem pense que Neymar já deva ser carta fora do baralho. Mas precisa ser já? Eu sei que há muito tempo ele não é quem um dia foi. Desde 2018 Neymar não joga 50% das partidas de suas equipes. Não tem mais a arrancada e a mudança de direção que tinha em seu auge. Ainda assim, é o jogador brasileiro mais especial e com potencial para tirar um coelho da cartola.
Eu não contrataria Neymar para jogar um torneio de pontos corridos. O camisa 10 que não conseguiu fazer a diferença contra o Novorizontino é insuficiente até para o Santos, quanto mais para o Brasil. Mas esse jogador tende a crescer (se não se lesionar) nas próximas semanas. Se a Copa do Mundo fosse disputada em 38 rodadas durante um ano, apostaria por outros 26 antes dele. Mas o torneio que se avizinha é de um mês, oito jogos e uma infinidade de "pequenos momentos" que mudam a história das partidas e o destino das seleções.
É preciso que Ancelotti possa observar de perto "o que sobrou" de Neymar e como ele poderá ser útil em junho. Não acho que será uma decisão fácil levá-lo ou não. E é exatamente por isso que o técnico precisa vê-lo antes e ter dois meses para chegar à melhor conclusão.
Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login
Recurso exclusivo para assinantes
Leia tudo sobre o tema e siga:
sua assinatura pode valer ainda mais
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
sua assinatura vale muito
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Leia outros artigos desta coluna
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelo-bechler/2026/02/ancelotti-precisa-analisar-o-que-sobrou-de-neymar.shtml
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
notícias da folha no seu email
notícias da folha no seu email
Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo, Elio Gaspari, Djamila Ribeiro, Tati Bernardi, Dora Kramer, Ruy Castro, Muniz Sodré, Txai Suruí, José Simão, Thiago Amparo, Antonio Prata e muito mais.
Mais uma lição de Vinicius Junior
Mais uma lição de Vinicius Junior
A trapaça e o escorregão de Andreas
A trapaça e o escorregão de Andreas
Acertadamente, Corinthians decide fazer curativo em vez de maquiagem
Acertadamente, Corinthians decide fazer curativo em vez de maquiagem
