Tudo bem que ele é o Neymar, mas uma curtida deveria ser só uma curtida
Tudo bem que ele é o Neymar, mas uma curtida deveria ser só uma curtida
Com o histórico de traições renovado de tempos em tempos, todos os olhos desconfiados pairam sobre atitudes de Neymar em relação às mulheres. A gente sabe o jeito que ele se comunica, quais são suas armas de sedução e seus xavecos viram até bordões, graças ao compartilhamento das prints que seus alvos (geralmente modelos) fazem na internet. A pessoa pública, quando deixa de ser lembrada por sua competência na área em que atua (a dele era o futebol), começa a ser falada pelos escorregões da vida privada. Sim, vida que segue, como ele mesmo prega.
Mas, sabendo disso, o eterno menino Ney, agora com 34 anos, devia segurar o dedinho nervoso na internet. A gente sabe que ele não gosta que falem dele — os comentários de desconhecidos, por exemplo, são trancados em seu Instagram. Outro dia ele fez um vídeo de lamúrias dizendo que está difícil agradar todo mundo, coisa que até o tal do Jesus Cristo que ele tanto segue, já sabia há dois mil anos. Neymar está a léguas distante de ser uma unanimidade. Nem o Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, tem certeza sobre ele.
O fato é que o rapaz esqueceu tudo isso, a quantidade de holofotes sobre ele, e decidiu deixar livre o dedinho nervoso que curte fotos de mulheres de biquíni por aí. O alvo foi a modelo Pauline Tantot. E todo mundo caiu em cima: para a opinião pública, curtir uma foto é xavecar alguém. Afinal, é o Neymar. Ele até disse que foi sem querer e realmente tem emenda que piora o soneto.
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Pode ser, pode não ser. O fato é que a sociedade não precisava ser moralista a esse ponto. Curtir fotos, como disse o jogador, é o motivo para o qual a rede social foi feita. Quem critica se incomodaria com o próprio marido curtindo uma foto de uma modelo na praia? Por quê? A gente mesmo acha os caras bonitos e milita pelo direito de achá-los, sem que isso represente traição?
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A conversa toda deu sono na modelo, que comentou emojis bocejando nas postagens sobre a suposta polêmica. Me lembrou aquelas conversas antiiiiigas nas festas de família, de mulheres que não permitiam que os maridos olhassem a revista playboy. Jura que é isso que vai determinar a fidelidade de alguém? Não ver — ou achar bonitos — outros corpos? Estar vendado para biquínis que não sejam o da esposa resolve o ímpeto de alguém de trair?
Dá para Neymar deixar a sociedade quieta reduzindo o uso de rede social e se importando menos com o furor que isso causa. Mas a sociedade também poderia maneirar no moralismo para não colocar a colunista nessa improvável situação de defender o menino Ney. Há limites, por favor.
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