Anotação de Flávio enfraquece direita em MG, e Lula prepara ofensiva
Anotação de Flávio enfraquece direita em MG, e Lula prepara ofensiva
Uma anotação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desestabilizou aliados do pré-candidato ao governo de Minas Gerais Mateus Simões (PSD), e parte da classe política vê o vice-governador enfraquecido antes mesmo do início da campanha eleitoral. No campo da esquerda, o presidente Lula (PT) pretende finalizar nas próximas semanas a costura para o palanque mineiro.
Ao lado do nome de Simões, Flávio escreveu: "me puxa para baixo", mostrou a Folha de S.Paulo. Depois, o senador minimizou o peso das anotações. No entanto, políticos do estado dizem que o estrago foi feito e que a revelação do documento lançou dúvidas sobre a capacidade de Simões de aglutinar o eleitorado.
Em paralelo, a tragédia provocada pelas chuvas em Minas nesta semana piorou a situação do governo local, uma vez que o tema vai entrar na campanha. Simões é vice do atual governador, Romeu Zema (Novo), no poder há oito anos e cuja gestão reduziu drasticamente a verba para combater as chuvas no estado.
Wálter MaierovitchGilmar confere superblindagem aos Toffoli
Gilmar confere superblindagem aos Toffoli
Josias de SouzaSTF tornou Toffoli invulnerável
STF tornou Toffoli invulnerável
Julián FuksBreve história de uma paixão infantil
Breve história de uma paixão infantil
Mauro CezarFilipe Luís vira alvo número 1 da torcida do Flamengo
Filipe Luís vira alvo número 1 da torcida do Flamengo
Além de questionar a viabilidade do nome de Simões, as anotações de Flávio Bolsonaro também projetaram outro potencial candidato ao governo, o empresário Flávio Roscoe, o que piorou a situação do vice-governador.
Lula quer bater martelo com Pacheco
Há meses, Lula defende o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o governo de Minas.
Pacheco ainda não oficializou que vai entrar na disputa —antes, ele descartava totalmente essa possibilidade, mas no fim de 2025 o cenário começou a mudar.
Para concorrer, no entanto, ele precisa primeiro trocar de legenda, uma vez que o seu partido, PSD, abraçou a candidatura de Simões.
Pacheco tem mantido conversas com União Brasil e MDB. Na mesa de negociação, está o compromisso de que a legenda não vá apoiar formalmente Flávio Bolsonaro na eleição.
A janela partidária para trocar de legenda fica aberta entre o início de março e de abril.
O peso eleitoral de Minas
Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 10% do eleitorado. O palanque no estado é considerado essencial para eleger o presidente da República.
Para a equipe de Lula, o desafio maior do presidente vai estar no sul de Minas e no Triângulo Mineiro. E Pacheco pode atrair parte do eleitorado dessas regiões.
Já a equipe de Pacheco entende que ele tem chances de estar no segundo turno porque as sondagens mostram que o eleitor quer um candidato sem perfil radical.
A última vez em que um candidato venceu a disputa pela Presidência da República sem ganhar em Minas Gerais foi em 1950, com Getúlio Vargas, mostrou levantamento feito pela BBC em 2022.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Renata Ribeiro de Luca
A tragédia em Minas mudou com o jogo no estado, com o atual governo ladeira abaixo
PM-PI pune militares com apenas um mês de suspensão por formação de milícia
Palmeiras abre mão de R$ 14 milhões para trocar gramado do Allianz Parque
Irã lança mísseis contra Israel em retaliação a ataque coordenado
Derrite desabafou sobre lobby antes de bets escaparem de taxação na Câmara
Irã ataca bases americanas em resposta a ataque coordenado de EUA e Israel
