menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Mais que um calorão: os fogachos da menopausa colocam o coração em risco

29 0
07.10.2026

Mais que um calorão: os fogachos da menopausa colocam o coração em risco

A coisa pega fogo no cérebro. As labaredas vêm da região do hipotálamo, onde os incendiários são neurônios chamados KNDy. A gente lê "candy", como "balinha" em inglês. Esses neurônios não estão ali só para infernizar 78% das brasileiras na menopausa que sentem a onda de calor bater do nada, deixando a face afogueada. Mas o fato é que são culpados pelos fogachos.

Nas mulheres em idade reprodutiva, os KNDy funcionam como sensores dos níveis de hormônios femininos, elevando ligeiramente a temperatura corporal no período de ovulação, tornando o clima aquecido ideal para a implantação de um eventual embrião. Porém, quando esses hormônios despencam na menopausa, é como se esses sensores ficassem perdidos.

"Então, hiperativadas, essas células nervosas disparam sinais que fazem a temperatura corporal subir de maneira abrupta", diz a ginecologista portuguesa Cecília Caetano, diretora médica global de saúde feminina da Bayer. "O organismo faz o que pode, dilatando os vasos superficiais da pele para dissipar o calor intenso. Mas, logo na sequência, eles se contraem com força e isso, repetidas vezes ao dia, é capaz de provocar lesões em suas paredes."

Alexandre BorgesFlávio pode ter um governo no estilo Temer ou Tarcísio

Flávio pode ter um governo no estilo Temer ou Tarcísio

Daniela LimaBolsonarismo reage com deboche a acenos do STF

Bolsonarismo reage com deboche a acenos do STF

Josias de SouzaFlávio põe o trem fantasma da crise nos trilhos

Flávio põe o trem fantasma da crise nos trilhos

Igor GielowFlávio assume sobrenome ao revelar seu programa

Flávio assume sobrenome ao revelar seu programa

Não à toa, durante o recente 20º Congresso Mundial de Menopausa, que terminou no último sábado, no Rio de Janeiro, os fogachos foram mencionados por diversos palestrantes como um fator de risco cardiovascular independente. Controlar suas chamas seria mais do que proporcionar bem-estar. Seja com terapia de reposição hormonal ou com uma novíssima classe de medicamentos que age direto no cérebro — como o elinzanetant, que deverá chegar ao Brasil no ano que vem e que se encaixa nos receptores dos neurônios KNDy para acalmá-los —, reduzir as ondas de calor é uma maneira de proteger contra infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O primeiro grande estudo que apontou os fogachos como uma ameaça foi o SWAN, publicado já há cinco anos. Ele acompanhou 3.302 americanas na transição para a menopausa. Porque,........

© UOL