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Infarto: risco é maior no idoso que pegou o vírus 'mais leve' da covid-19

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friday

Infarto: risco é maior no idoso que pegou o vírus 'mais leve' da covid-19

A gente preferiria esquecer todos aqueles anos pandêmicos, mas terei de refrescar a sua memória. Quando, em novembro de 2021, cientistas da África do Sul detectaram a ômicron, o coração teve um sobressalto: lá vinha mais uma variante do coronavírus da covid-19! No mesmo mês, ela desembarcava no Brasil. Porém, logo depois o mundo inteiro respirou aliviado.

Ufa! A ômicron parecia pegar levíssimo perto de suas antecessoras, que, só até então, já tinham matado 5,4 milhões de pessoas e, entre elas, mais de 619 mil brasileiros. A impressão de ser um cordeirinho em um covil de lobos acontecia em parte porque, de fato, a ômicron aparentemente aprontava mais no nariz, que ficava entupido, e na garganta, deixada em chamas. E, em parte, porque naquela altura a vacinação contra a covid-19 quase completava um ano e, com ela, mais indivíduos tinham as defesas de prontidão para não deixar o vírus descer para os pulmões.

Mas, segundo um artigo recém-publicado na Circulation Populational Health and Outcomes, uma das mais prestigiadas revistas sobre saúde cardiovascular do planeta, o coração não deveria ter ficado assim tão tranquilo. Isso porque, em indivíduos acima de 65 anos internados com covid-19 entre 2021 e 2022, ou seja, em plena era do "vírus mais leve", o risco de infarto, hospitalizações por insuficiência cardíaca e arritmias graves, AVC (acidente vascular cerebral) e de morrer por causa de qualquer um desses problemas se mostrou surpreendentemente alto tempos depois de a infecção pelo coronavírus ter passado.

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A história trazida à tona por esse trabalho é importante nos dias de hoje porque ainda são os "filhotes" da ômicron que circulam por aí. Neste setembro de 2026, por exemplo, a linhagem predominante é a XFG, uma espécie de neta da patriarca ômicron que é a "cara" da avó.

O estudo que mostra a crueldade persistente dessa turma, a ômicron, foi liderado por um brasileiro, Sérgio Decker, especialista em medicina interna do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no qual lidera o Laboratório de Desfechos do Mundo Real, ou........

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