Cientistas desenvolvem 1º remédio muito eficaz para tipo mais comum de DPOC
Cientistas desenvolvem 1º remédio muito eficaz para tipo mais comum de DPOC
Na semana passada (8/9), dois estudos sobre um mesmo tratamento foram apresentados de uma só vez durante o congresso da European Respiratory Society, em Barcelona, na Espanha. Na programação do evento, o título da sessão era provocativo: "Rumo à era de ouro da ciência respiratória?". E a impressão é de que sim, depois dos resultados de OBERON e TITANIA, nome dos ensaios com mais um medicamento biológico de nome impronunciável, o tozorakimabe.
Afinal, o "tozo", como os próprios cientistas vêm chamando o remédio na maior intimidade, se mostrou capaz de reduzir de 29% a 34% a quantidade de exacerbações moderadas e graves de uma forma de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) que acomete sete em cada dez pacientes. Essa maioria absoluta, até então, não tinha um remédio tão eficaz nas horas de maior sufoco.
Imagine a aflição: o ar mal entra nos pulmões, muito menos consegue sair de lá. A respiração, então, trava. As vias aéreas, corredores chamados de brônquios e bronquíolos, se estreitam. Para complicar de vez o aperto, ainda podem se encher de muco.
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Essa é a descrição de uma crise de DPOC. Ou, como os médicos falam, é o retrato de uma exacerbação. Alguns até têm adotado a expressão "ataque pulmonar" em uma comparação direta com o que acontece com o coração. Aliás, coração que também fica ressentido de toda essa aflição.
"Hoje a gente sabe que o risco de morrer não existe apenas durante a exacerbação em si. O paciente que sobreviveu a ela terá uma probabilidade duas vezes maior de infartar ao longo de cinco anos só por ter passado por uma crise dessas", informa a pneumologista........
