Escola antiga e defensivismo glamourizado: o coquetel do desastre italiano
Escola antiga e defensivismo glamourizado: o coquetel do desastre italiano
Existe uma máxima no futebol: há vários modos de se ganhar um jogo. Sim, ela é uma realidade. É possível ganhar jogando bem e jogando mal, jogando com protagonismo ou não, com linhas de defesa altas ou baixas, com mérito ou com pura sorte. O futebol é democrático e imprevisível.
A Itália, com sua escola orgulhosamente defensiva, conseguiu grandes proezas no futebol do Século XX. Foram títulos de Copa do Mundo, títulos da Europa por seus clubes (que eram nacionais e não globalizados, como hoje) e muita história para contar. Mas é necessário colocar tudo em um contexto.
Hoje, o esporte está completamente globalizado. Jogadores de todos os cantos do mundo são observados, contratados, muitos se desenvolvem em outros países, muitos crescem em um lugar e defendem seleções de países que sequer visitaram na vida. Já 50 ou 100 anos atrás, quantas escolas havia? Quem, de fato, jogava futebol? Brasil, Uruguai, depois Argentina, Inglaterra, Alemanha, Itália. Depois Holanda. Eram poucas escolas. Eram poucos jogos. E neste cenário o futebol organizado e defensivo da Itália conseguiu triunfar em vários momentos. Não tanto,........
