Copa se despede do México, o país que viveu, vibrou e esteve à altura dela
Copa se despede do México, o país que viveu, vibrou e esteve à altura dela
A Copa do Mundo acabou no México. No domingo, a derrota da seleção da casa para a Inglaterra marcou o último dos 13 jogos disputados em solo mexicano. Deveriam ter sido mais. Na real, a Copa inteira poderia ter sido disputada no México. Foi aqui que houve a Copa de verdade, com ambiente nos estádios e o que resta de futebol raiz em torno deles.
O que presenciei no estádio Azteca ontem foi algo muito especial. Sim, eu sei que muitos torcedores dos clubes brasileiros vão dizer que sua torcida é a melhor que tem, que empurra o time 90 minutos, que não vaia, etc, etc, etc. Pode até ter acontecido um dia no passado. Hoje em dia, certamente não acontece mais. E na Europa também não. Está é minha sétima Copa do Mundo e em quase todas as outras eu acompanhei jogos de mata-mata das seleções anfitriãs - Rússia em 2018, Brasil em 2014, África do Sul em 2010, Alemanha em 2006... Nunca houve nada nem parecido com o ambiente do Azteca ontem.
Foram 80 mil pessoas ensandecidas. Entre gritos de "Mé-rrrrrri-co", "Sí, se puede", "Y si sí?", sonoras vaias quando a Inglaterra encostava na bola, a pressão em cima de cada decisão do árbitro, o apoio em cada dividida, bola ganha, escanteio. O México realmente jogou em casa, como acontecia nos velhos tempos em vários lugares do mundo e não acontece mais, com a transformação do esporte em produto e entretenimento.
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