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Clássico do Povo merecia arbitragem melhor

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22.03.2026

Clássico do Povo merecia arbitragem melhor

Hugo Souza se esqueceu que não joga faz tempo no Flamengo, lançou Jorginho, dele para Pedro e de Pedro para Paquetá fazer 1 a 0 antes do terceiro minuto do Clássico do Povo em Itaquera com muita gente, quase 42 mil torcedores.

Mas o Flamengo não sabia que para o Corinthians o jogo era de mata-mata.

O alvinegro logo se recuperou da pancada e foi à frente até protagonizar linda jogada culminada com gol de Yuri Alberto, aos 18 minutos.

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Memphis fez primoroso lançamento de três dedos para Bidu e dele saiu o passe para Yuri empatar 1 a 1.

Pena que o passe custou lesão muscular ao holandês, trocado imediatamente por Rodrigo Garro.

Havia cinco jogos que a defesa rubro-negra não era vazada.

O bom primeiro tempo só não acabou com vantagem carioca porque Hugo fez milagre em maravilhoso voleio de Dom Arrascaeta.

Registre-se o clima de absoluta lealdade entre os dois times mais populares do Brasil.

O que teria ido para o espaço logo aos 7 minutos do segundo tempo, quando Evertton Araújo pegou Bidon e recebeu cartão vermelho, exagero do assoprador de apito que o VAR tentou corrigir em vão.

Parece que virou tradição o Flamengo ficar com dez contra o Corinthians. Assim foi no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil de 2024 e da Supercopa do Brasil deste ano.

Pena porque atrapalhava o segundo tempo em que o rubro-negro dava sinais de ter entendido que o rival jogava como se fosse uma decisão.

O Flamengo, que já tinha Ayrton Lucas no lugar de Alex Sandro desde o intervalo, chamou Nico De La Cruz e Carrascal para substituir Dom Arrascaeta e Samuel Lino.

Kayke entrou no lugar de Carrillo.

Para compensar a expulsão exagerada, o assoprador não deu pênalti claro de Ayrton Lucas em André, aos 23.

O Flamengo passou a cozinhar o jogo e o Corinthians aceitava passivamente.

Matheus Pereira e Gui Negão nos lugares de Bidon e André e Wallace Yan no de Pedro foram as novas mexidas de Dorival Júnior e Leonardo Jardim.

Vitão se machucou e Léo Ortiz o substituiu aos 44 para jogar dez minutos de acréscimos.

Por incrível que pareça o Flamengo controlava o andamento do fim da partida com um a menos.

Só aos 50, em chute à queima-roupa de Yuri, Rossi trabalhou, em milagre semelhante ao de Hugo no fim do primeiro tempo.

A verdade é que a arbitragem atrapalhou, e muito, o jogo que estava bom — ao tirar um flamenguista de campo.

Depois compensou o erro ao não dar pênalti claro ao Corinthians.

Um erro pelo outro, o empate fez justiça.

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