Novo organograma do PCC elaborado pela Polícia Civil de SP tem cem nomes
Novo organograma do PCC elaborado pela Polícia Civil de SP tem cem nomes
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Um novo organograma do PCC (Primeiro Comando da Capital), elaborado pelo Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo), é composto por cem nomes, sendo 95 de chefes e associados da organização criminosa e cinco de ex-líderes expulsos do grupo e jurados de morte.
Segundo o documento do Dipol, divulgado em primeira mão pelo repórter Fábio Diamante, do SBT, e confirmado pela coluna, o nome de Marco Willians Herbas Camacho, 58, o Marcola, continua no topo e aparece como o líder máximo, o número 1 do PCC. Confira o cronograma completo.
Abaixo de Marcola na "sintonia final" surgem outros 14 nomes. Alguns estão presos em penitenciárias federais, como Cláudio Barbará da Silva, o Barbará; Almir Rodrigues da Silva, o Nenê do Simeone; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal; e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.
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O organograma do Dipol é bem mais amplo do que os apresentados pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e traz como uma das principais novidades uma célula até então nunca citada: trata-se da "sintonia da internet e das redes sociais".
A célula é composta pelos presos André Luiz de Souza, o Amin ou Andrezinho, recolhido na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), condenado a 100 anos e apontado como gerente de Marcola, e também por Eduardo Fernandes Dias, o Ozora.
Essa nova célula, segundo o Dipol, gerencia as comunicações online, coordena contatos entre membros por aplicativos, redes sociais e e-mails criptografados, garante segurança e discrição nas trocas de mensagens, difunde ideias e princípios do grupo e mantém a ideologia da organização.
A sintonia da internet também "fiscaliza o uso das redes, controlando o que circula dentro do PCC, ou seja, monitora publicações ou comunicações que possam expor a organização; oferece suporte digital e de informação para outras divisões, funcionando como núcleo técnico e de comunicação".
A "sintonia restrita" é responsável pelo planejamento de atentados contra agentes públicos e outros inimigos do PCC. A célula tem oito nomes. Um deles é o de Carlos Alberto Damásio, o Marlboro, condenado a 20 anos por ameaçar de morte o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, como já divulgou esta coluna.
O organograma traz ainda nomes de associados do PCC, entre eles o do foragido Mohamed Hussein Mourad, o Primo, alvo da Operação Carbono Oculto e acusado por lavagem de dinheiro e de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, braço direito de Marcola.
Outra novidade no documento do Dipol são os nomes dos ex-líderes do PCC expulsos da organização. São eles Roberto Soriano, o Tiriça; Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka; Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho; Daniel Vinicius Canônico, o Cego, e Valdeci Alves dos Santos, o Colorido.
Investigações do MP-SP apontaram que os cinco presos romperam com Marcola e acabaram excluídos do PCC. Já Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, cujo nome também foi apontado em anos anteriores como expulso do grupo, continua como líder da "sintonia final".
A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos integrantes do PCC mencionados no organograma do Dipol. O espaço continua aberto para manifestações. O texto será atualizado assim que houver posicionamento dos defensores de todos eles.
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