Justiça condena advogada ligada ao setor do 'plano de saúde' do PCC em SP
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A Justiça condenou a advogada Iria Rubslaine Gomes de Campos, 54, por associação à organização criminosa. Segundo o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) a ré era ligada à ONG Pacto Social & Carcerário, acusada de atender aos interesses do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Rubslaine, - diz o M-SP - integrava o "setor de 'saúde" e recrutava médicos e dentistas para atender presos do PCC recolhidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e no CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes).
A denúncia do MP-SP diz que os profissionais da saúde realizavam procedimentos, incluindo intervenções cirúrgicas, e eram pagos com dinheiro proveniente de práticas criminosas do PCC, especialmente o tráfico de drogas. Serviços incluíam intervenções estéticas e cirúrgicas.
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Os valores mais expressivos eram pagos por depósitos não identificados, transferências bancárias originadas de contas em nome de terceiros desconhecidos ou por transferências feitas pelo advogado diretamente ao profissional ou clínica.
A sentença condenatória foi anunciada ontem pelo juiz Deyvison Herbert dos Reis, da 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau. A advogada recebeu uma pena de 6 anos e 9 meses em regime semiaberto. O magistrado concedeu à ré o direito de apelar em liberdade.
A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Iria Rubslaine Gomes de Campos. O espaço continua aberto para manifestações. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento dos defensores dela.
Iria e outros 11 réus, ainda não julgados, foram presos em 27 de janeiro do ano passado, durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), suborinado ao MP-SP.
Documentário da Netflix
A ONG Pacto Social e Carcerário apareceu em 2024 no documentário "O Grito", da Netflix, sobre o tratamento dos presos no sistema penitenciário brasileiro. A operação que prendeu os 12 réus foi batizada de "Scream Fake, em referência ao nome do filme.
Segundo o MP-SP, o PCC usava a ONG para atacar autoridades e disseminar acusações falsas envolvendo presos da organização criminosa para desestabilizar o sistema prisional.
Na ocasião, foram presas 12 pessoas e cumpridos 14 mandados de busca em São Paulo, Presidente Prudente (SP), Flórida Paulista (SP), Irapuru (SP), Presidente Venceslau (SP), Ribeirão Preto (SP), Sorocaba (SP), Guarulhos (SP) e Londrina (PR).
Além de advogados supostamente ligados ao PCC, foram presos a presidente da ONG, Luciene Neves Ferreira, e o vice-presidente e marido dela, Geraldo Sales da Costa. Ele apareceu no documentário da Netflix.
A investigação teve início em 2022, quando a mulher de um preso tentou visitá-lo na P-2 de Presidente Venceslau com mídias externas ocultas nas roupas. Os equipamentos foram apreendidos e mostraram as atuações do PCC em quatro setores: "Gravatas, Saúde, Financeira e Reivindicações".
Para a polícia, o Setor de Reivindicações era o mais preocupante porque contava com a ajuda de advogados para disseminar notícias falsas relacionadas ao sistema penitenciário.
O MP-SP afirma ainda que a ONG tinha sede em São Bernardo do Campo, foi criada com a ajuda de advogados e prestava contas ao PCC. "A ONG informava à facção sobre sua atuação e de como ela atendia aos seus interesses do PCC", acrescenta a denúncia.
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